Há sombras que dançam no meu peito
fantasmas de um tempo que já lá vai
embalam as dores que trago quando me deito
numa insónia calada que nunca se esvai.
Alucino-me nas sombras que me atormentam
onde a insânia de outrora se faz presente
são memórias antigas que em mim choram
rasgando o silêncio de um peito dormente.
Sinto o perfume do tempo suspenso
onde as mãos que se abrem procuram abrigo
a ausência do som, é a verdade que arde
no silêncio do mundo que sempre viaja comigo.
Escrito a 24/5/26