Poemas : 

Refração

 

Remanesce a história que (de) compões
em silêncio.
Sabem-te palavras desabitadas
que te morrem no interior dos olhos

porque não seria o teu
este espaço que guardaste da vida

[ como se fosse a brisa doce de um poema. ]

Desenrolas novelos de tempo
enquanto atravessas pedras de ilusão.
Uma e outra vez sacodes o sal em que
envelhece o dia

e atiras um horizonte naufragado
para trás do esquecimento.

Reestruturas labirintos tingidos de memórias

[ a tua voz dentro delas ]

a tua alma a escutar a geografia do silêncio

quando existem palavras oblíquas a caírem
dentro da imensidão da página.

 
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idália
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