Diluído na saudade, ecoa, vago
Sussurros. De uma recordação
Perdida na poética. Ó estrago
Que unha a terna imaginação
O verso em pranto é um lago
Onde se espelha a desilusão
Rimas sem mimo nem afago
Fazendo triste a versificação
Não sei dizer porquê, sofrente
Faz-se está canção, de repente
A poesia é tão cheia de queixa
Ah! privação, no versar se sente
O que a solidão faz com a gente
Numa saudade que a falta deixa.
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
30/08/2025, 19’04” – Araguari, MG
*06 anos da morte de meu irmão Eugênio
Poesia é quando escrevemos o monólgo de nossa alma, que se torna um diálogo com o leitor.
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Se copiar citar a autoria – © Luciano Spagnol - poeta do cerrado