Poemas : 

O exílio

 
deixei-me. por acepção à vaidade..
deixe-me déspota, à carta em verdade
porque quis. inteirar-me deste exílio
quis ter o teu lado pacato, e: fictício

ah-eu, perdi-me.. qual alvorada caída
qual ensaio de sonhos em cenas despidas
minhas orações não tem fé, ou: calor
o meu intento de voar até você, despencou

mas.. ainda que te levem os traços
ainda que te carreguem de mim ao avesso
por um resígnio defronte à este conceito

e por comuta de lei lhe desfiarem aos lados
eu: sempre te seguirei, eu sempre-fiel, te estarei lá
sejam-me: fogo, água e hades, nada: há de me parar


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Autor
Azke
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