Cada vez é mais complexo
de se viver a vida.
Qual a ver surpreendida
na surpresa do ser.
No ter e no haver
das cousas simples:
ou a empatia
entre os seres viventes.
Casa-se a noite com o dia.
E já não há lugar
nem para as coisas mortais
nem para os dissidentes.
Outras. Outras, as gentes.
Outros… e éramos nós.
Aonde se escutava a voz
das crianças sobrenaturais…
E eram elas que teciam
Miles, de Miles enredos.
E insistiam… E persistiam,
talhando seus brinquedos.
Agora, tudo se compra -
e logo se perverte.
E hoje, a quem compete,
o que há… O Porvir?!
Jorge Humberto
08/01/2026