Sonetos : 

À BOCA MIÚDA

 
Tags:  SONETOS 2025  
 
À BOCA MIÚDA

Correm por aí boatos de que andei
Buscando solidões silenciosas
Em lonjuras de serras neblinosas,
Onde viva sem fé nem rei nem lei.

Têm contado, outrossim, que desgostei
Das gentes e das terras rumorosas
A ponto d’eu dizê-las desditosas
Às raras companhias que encontrei.

Falem o que quiserem: Sigo andando
A surpreender auroras, vez em quando,
Sem ver que vão pensar a meu respeito.

Convém-me confirmar os maus cochichos:
Tornado besta-fera em meio aos bichos,
Seja eu livre do juízo mais perfeito!

Catas Altas - 02 11 2025


Ubi caritas est vera
Deus ibi est.


 
Autor
RicardoC
Autor
 
Texto
Data
Leituras
20
Favoritos
0
Licença
Esta obra está protegida pela licença Creative Commons
0 pontos
0
0
0
Os comentários são de propriedade de seus respectivos autores. Não somos responsáveis pelo seu conteúdo.