preciso amar,
arrancar o desamor
do corpo,
o desconsolo
do olhar.
necessito ser amado,
como os livros esquecidos,
guardados
no alto
da prateleira
onde ninguém
chega.
não suporto
a solidão
granizando o alento,
chovendo cá dentro,
ao relento,
nesta rua vazia,
lotada de brados
de ausências
em mil pedaços.
suplico o teu amor,
mesmo distante,
preciso de todos os afagos,
ainda que trajados
de lapsos e atrasos,
vindos
do teu interior.
e neste sufoco,
algo imperativo sobressai:
a necessidade
de saber
da tua felicidade...
reescrevo,
neste pedido de socorro,
notícias
do teu peito...
por clemência,
diz-me, como estás?
se já encontraste
o ritmo da alegria
no passar dos dias.
por amor…
Ps: povoarei estes lugares com o amor colado às letras, para que reencontres a delicadeza de amar-te… se voltares.
“Acredito que o céu pode ser realidade, mas levarei flores para o pai - Erotides ”