Poemas : 

A Ilha que Resta

 
Eu sou…
Não me vês,
Esta ilha,
Aqui…
No meio do nada.

Olha…
Foi-se embora…
Não me viu.

Serei a última?

Que resiste,
Ao frio…
Ao calor…
Ao fogo…
Há água?

Se não fosse eu,
Eu e as minhas irmãs.

Tu…
Não respiravas.

Há…
Vem aí outro,
Mas…
Ele vem para…
Matar-me!

Não me destruas,
Só porque…

Não vês…

Faço-te falta,
Mais que não seja,
Para gravares,
Em mim,
O nome da tua amada!

Em nome da humanidade,
Que te resta,
Não me mates.

Não me mates,
Ainda…
Pensa um pouco…

Já viste que,
Sem mim,
Não sobrevirás,
Um dia,
Que seja.

Matares-me a mim,
Será o teu suicídio.

Matares-me a mim,
E às minhas irmãs…

É como matares,
Todas as gerações,
Que se seguirão,
À tua.
Que se quiseres…

Pensa um pouco…
No dia de amanhã,
Uma vez que seja.

Por favor…
Em nome da humanidade,
Que te resta…

Não me mates.

Não me mates,
Ainda…
Pensa um pouco…

Pensa…


Diogo Cosmo ∞
Calouste Gulbenkian
16:38 09-02-2026


DIOGO Cosmo ♾


 
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DiogoCosmo∞
 
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