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Pai José - Regalos de los sueños e anteriormente

 
Regalos de los sueños

Pela manhã no Inferninho reencontrei um velho conhecido, mestre Jaqueira que estava muito zangado. Trabalhamos juntos por algum tempo para Seu Batista, mestrava um dos iates que levavam o contrabando de café para Panamaribo. . Uma vez, desafortunado, meu velho amigo Jaqueira foi detido pela Polícia Federal quando descarregava as mercadorias na Praia de Boqueirão. A bordo do iate encontraram grandes quantidades de relógios japoneses, rádios e whisky americano intitulado "White Horse". Por causa dessa violação da lei, meu velho amigo foi condenado a cinco anos de reclusão e cumpriu a pena na Penitenciaria de Pedrinhas. Fiquei feliz revê-lo, me convidou para comermos peixe assado e, depois, fumamos uma boa "chila" no seu veleiro cujo nome "O mar sem fim". Ele era um viajante solitário, um marinheiro experiente, carregando todo tipo de mercadoria para venda nas praias distantes de Cururupu. Presenteou-me um tubarão fresco que pescara na Baía de São Marcos. Desembargou ao amanhecer, como de costume foi ao "Inferninho" beber uns tragos e conheceu uma puta que roubou todo seu dinheiro, tão amargo, estava muito irritado, o levei para o barco. Ontem de manhã, depois de limpar o quintal do professor aposentado Don Villas, que mora numa bela casa com quatro janelas e uma porta na Rua de São Pantaleão, não muito longe da igreja de mesmo nome. Assim que terminei, colocava as ferramentas no carrinho de mão na calçada, quando o professor avizinhou-se. – “El Sr. José, tengo algo para usted” - revelou . Nós sempre conversávamos em espanhol. – “Para mi, señor!” Exclamei surpreso enquanto o observava. – “Sé que te gusta escribir y te dar un regalo“ Falou e entrou na e casa. Poucos minutos depois, voltou com uma máquina de escrever portátil e dois livros que colocou cuidadosamente no carrinho de mão acima das ferramentas domésticas Depois disse,: “Para ti, mi amigo "! Caracas, velho não acreditei, para mim era a realização divina de um lindo sonho. Meu Deus! Uma máquina de escrever portátil Olivetti - Lettera 23 e dois livros de Miguel de Cervantes, um dos quais era "O Don Quixote de la Mancha",. – “Para mi señor?” perguntei com lágrimas de alegria nos meus olhos, um pouco incrédulo, quase paralisado e sem saber o que deveria dizer ou fazer. – “Sí, mi amigo para que usted pueda mecanografiar sus escritos” Confirmou com os braços cruzados sobre o peito e acrescentou: " Los libros son para usted aprender un poco más sobre las maravillosas obras del gran maestro español Miguel de Cervantes. " - Muchas Gracias, Señor Don Villas” Agradeci emocionado “- De nada! ¡Hasta la vista mi buen amigo José!”-. Despedi-me abraçando de sair, entrou e fechou a porta. Fiquei um pouco espantado, mas muito feliz; Apressei-me para chegar em casa também, tudo o que eu queria naquele momento era voltar ao meu apartamento o mais rápido possível para mostrar ao meu bom amigo Faim os presentes que acabei de receber. Quinze minutos depois, chegava no prédio . Em um instante abri os cadeados e entrei rapidamente fechando a porta. No quintal, gritei subindo a escada : - “Fome, Fome, venha ver o meu amigo o que recebi como presente do Señor Don Villas” .....Ele. veio me encontrar, balançando a cauda com alegria, latindo enquanto corria pelo sala Três horas depois, à tarde, comecei a datilografar as primeiras palavras do meu caderno vermelho. Naquele dia, trabalhei até meia-noite. Eu estava vivendo a realização do meu melhor sonho. Agora eu poderia dizer que graças ao meu bom amigo espanhol, Professor Don Villas, era um escritor. E para concluir em beleza deste maravilhoso dia, antes de adormecer, deitado com todo o meu peso na minha rede, li dois ou três capítulos interessantes de Don Quixote de la Mancha


XXVII
Anteriormente

Um mês depois do nosso encontro na praia, Teresa e eu decidimos morar juntos na minha casa. Ela parou de trabalhar. Às vezes, quando era necessário, ajudava-me na mercearia. Nós éramos um casal perfeito. Eu a amava muito, era a razão da minha vida. Um ano se passou, e nosso amado filho nasceu. Eu o chamei de Joseph como eu, Joseph Junior, era branco, cabelo loiro encaracolado, e era a cara da mãe. No dia do nascimento, a TV queimou. Quando tinha dois anos, viajamos à Juazeiro, na Bahia, leva-lo para conhecer a avó. Fiquei muito feliz, finalmente vivia a vida que sempre sonhei. Uma casa, minha mercearia e uma família agradável. Foram doze anos de felicidades total até aquela noite de verão. Cheguei como sempre no mesmo horário , às sete horas da noite. Teresa e Junior não estavam sentados na calçada em a frente porta para me esperar como de costume. Estranhei. A porta e as janelas estavam fechadas e as luzes apagadas. Entrei na sala, um susto todos os móveis haviam desaparecido. – “Tereza, Tereza?” Desesperado comecei a gritar ! “Onde você estão? - meu Deus, .Junior, Tereza? Corri os quartos, todos vazios. O pânico me agarrou. "A casa foi roubada”, pensei, “e os ladrões levaram minha família como refém" Saí na rua. Todos os vizinhos conversavam na frente de suas portas. Fui até a casa da vizinha de lado Bati na janela dele. – “Quem é?” – “Sou eu, Joseph” Ela abriu a janela – “Sim, Sr. Joseph?” “A senhora viu minha esposa Tereza e meu filho Joseph?” - Meus olhos entristecido, estava em lágrimas. "Ladrões entraram e tiraram todos os móveis",Desabafei chorosamente. Os outros vizinhos aproximaram-se lentamente. – “Seu Joseph, sua casa não foi roubada” –Disseram-me! – “Como? Não foi roubada?” – “Não, senhor. à tarde, parou um caminhão na sua porta. Sua esposa abriu o portão e dois carregadores entraram e pegaram os móveis e arrumaram na carroceria. Depois, um carro chegou, um senhor desceu e entrou na casa. Poucos minutos depois, ele saiu com sua esposa e seu filho, então todos entraram no carro”. – “E meu filho?” - “Chorava muito, não queria ir embora, mas sua mãe o empurrou para dentro do carro”. Eu admito, meus queridos leitores, que neste momento todo meu mundo desabou, esse mundo de felicidades desapareceu como num passe de mágica. Não lembro de nada. Eu era apenas um morto vivo.


 
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efemero25
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