Nasceu
Dentro de um chafariz,
Foi menino reguila,
Jogava à bola
Com tripas do porco
Enchidas com trapos…
Nunca foi à tropa,
Mas foi militar dos seus passos.
Tornou-se o maior poeta da aldeia,
Seu nome era Papa Toucinho,
O nome verdadeiro
Só a família sabia,
Mas ninguém o dizia.
Naquelas ruas
Só se ouvia:
“Papa Toucinho,
Vem beber um copinho!”
Assim era:
Depois de dois copos de vinho,
A rima surgia,
E o pessoal gostava
Da sua forma
Entusiástica
De poetar a fala.
“Aqui no café do Xico Cacholas,
Bebo vinho que a Manuela Garrina apanhou.
Não tenho pena dela,
Mas sim do vinho que não sobrou.”
Dito pelo Poeta Papa Toucinho
“Acredito que o céu pode ser realidade, mas levarei flores para o pai - Erotides ”