Poemas : 

Águas (152ª Poesia de um Canalha)

 
Flor, por que me olhavas tu assim
Enquanto me desfolhavas tristezas
Semeadas no outro peito ao acaso
Largadas num vento longe de mim
Sufocada por estranhas incertezas
Do dia da noite nesta vida a prazo

Dor, por que me doías assim tanto
Quando te deitavas na minha mão
Fria e enrugada por vício do tempo
Que esqueço no olhar que levanto
Sempre que ouço as letras em vão
A dançar como pássaros no campo

Cor, por que te escondes na sombra
Tingida de meus medos pequeninos
E da dor da flor que teimaste chorar
Corre agora qu'a vida ainda te sobra
Guardada em sonhos ainda meninos
No vai e vem das ondas do teu mar


A Poesia é o Bálsamo Harmonioso da Alma

 
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Alemtagus
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