vivo o tempo dos tempos,
o meu tempo,
o meu único tempo,
tal como todas as almas que partiram antes de mim,
este e o meu tempo,
esgotar me ei com a carne,
quem sabe se a alma não partira antes,
se um dia der por mim a fitar o horizonte com um olhar vazio,
…
que inveja tenho daqueles que acreditam no regresso,
qual acordeom num movimento perpetuo,
a vida como um vai e vem,
como as ondas no mar,
como um jogo de cartas infinito,
procurando a sorte,
ou o azar,
…
que inveja tenho daqueles que acreditam que um dia seremos julgados,
tarefa enfadonha teria Deus ao julgar os homens dos seus pecados,
os da carne por certo mais interessantes, alguns,
os da gula da inveja, soberba,
sei lá...
nem me dei ao trabalho de copiar da net,
enganam se todos,
Deus esta dentro de nós,
não o Deus criador,
das coisas,
visíveis e invisíveis,
do espaço,
do tempo,
dos seres vivos,
do vento,
da chuva,
...
mas o Deus que nos julga,
o nosso julgamento é aqui,
no nosso tempo,
no meu tempo...