A poesia
que voga nos mares
lusófonos,
numa pequena cana
arrastada
pelas fortes correntes
da alma
enlaçada,
e entre primaveras
florindo
amenas,
nos jardins
interiores,
e ao ar livre,
nas pronúncias
diversas,
em coros,
perto
e longe,
no globo
terrestre.
São vibrações
curativas
das dores,
das injustiças
e amores
infinitos
de Camões,
que faz dos povos
lindos matizes
e cores
para os quadros
dos pintores.
Isabel Gonçalves
2026