Poemas : 

tão cheia de nada...

 
Tags:  saudade    solidão    amar    estrada    dias  
 
a vida é uma longa estrada
às vezes enviesada,
no rosto,
não falta nenhuma linha
é como ver cair o dia
enquanto se caminha,
não dei conta e já anoitece
da manhã fiquei distante
mas é como se lá estivesse.

deixo cair as palavras
- delas sou amante!
tenho saudades de alguém
saudades de mim também.
rosa brava, solidão
que de amar ainda te consentes
trazes pássaros no coração
os dias são-te indiferentes.

varres a tua alegria
também a tua última dor
és agora folha tardia
caída ao chão por amor.

natalia nuno


Na plenitude da felicidade, cada dia é uma vida inteira.
Johann Wolfgang Von Goethe



 
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rosafogo
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Enviado por Tópico
MÁRIO52
Publicado: 30/03/2026 23:03  Atualizado: 30/03/2026 23:03
Colaborador
Usuário desde: 24/02/2025
Localidade: PORTO-PORTUGAL
Mensagens: 1005
 Re: tão cheia de nada...
Boa noite Natália.

A vida é mesmo assim. Uma longa estrada, com curvas e contracurvas muito acidentadas. Onde os obstáculos surgem a qualquer instante, sem que muitas vezes não conseguimos contornar.

Mais um belo e sentido poema, como já nos habituaste.

Gostei bastante.

Beijinhos e boa semana, com tudo de bom.

Mário Margaride

Enviado por Tópico
RaphaelVilela
Publicado: 01/04/2026 15:18  Atualizado: 01/04/2026 15:18
Da casa!
Usuário desde: 28/06/2025
Localidade:
Mensagens: 223
 Re: tão cheia de nada...
impressionante! mais uma obra prima!
A força com que você exprime o sentimento de melancolia é algo admirável, e esse seu vai e vém no tempo me cativa muito!
PArabens!

Enviado por Tópico
Alpha
Publicado: 01/04/2026 18:40  Atualizado: 01/04/2026 18:40
Membro de honra
Usuário desde: 14/04/2015
Localidade:
Mensagens: 2323
 Re: tão cheia de nada...
Olá, Natália

A vida corre sem dar sinal
Como um rio sempre em frente
E no seu ritmo natural
Leva o agora rapidamente!

Pese embora não parecendo nada, a vida carrega tantas coisas distintas onde o amor tem sempre um papel preponderante e se faz sentir em todas as horas sobretudo nas mais sofridas!

A poesia é sempre libertadora, e tu sabes fazer isso com distinção!

O amigo de sempre

Beijinho

João

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