Beijando teus lábios, eu não via o tempo passar, desaprendendo a contar os minutos.
Cada toque era como uma palavra nascendo em silêncio.
Meu corpo, juntinho do teu, coração disparado.
Tua boca guardava o idioma das marés; eu apenas navegava nas ondas do infinito que havia em ti.
Entre um beijo e outro, o mundo deixava de existir; restava apenas a respiração costurando duas almas.
E, quando teus lábios se afastavam, o beijo permanecia, feito luz invisível e lembrança inesquecível.
E, quando fecho os olhos, ainda me lembro do sabor daquele instante, gravado para sempre na memória do coração.