Alguns se ajoelham diante do dinheiro.
Outros erguem altares para a fama.
Vivem de aplausos, de cifras,
De nomes gravados em vitrines.
Eu não.
A minha paixão
Não faz barulho.
Ela vive no silêncio das páginas,
No cheiro antigo do papel,
No instante sagrado
Em que um livro se abre como uma porta.
Enquanto muitos querem ser vistos,
Eu prefiro ver.
Ver mundos.
Ver vidas.
Ver o que existe
Por trás das máscaras humanas.
Os livros não me prometem riqueza.
Não me prometem glória.
Mas me dão algo maior:
Mil vidas em uma só
E uma alma que nunca para de crescer.
Poema: Odair José, Poeta Cacerense