No coração do poema
as palavras sussurram poesia
e na inexistência das rimas
desaguam na brancura dos versos
São riachos carregados de vida
flutuando como se dançassem
nas margens engrumes
de um corpo embriagado
são sílabas e consoantes vestidas
de múltiplas sinfonias de cores
Com as minhas mãos tremulas
escrevo prensado no tempo
versos de sonho e de mar
falam de ternura e de querer
de sorrisos e de paz
de quererem ser ou não ser
existência que me apraz
Mas se o silêncio me fala
mais alto, então…
eu falo-te de sonho e de mar
Escrito 05/05/26