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Eu falo-te de sonho e de mar

 
No coração do poema
as palavras sussurram poesia
e na inexistência das rimas
desaguam na brancura dos versos

São riachos carregados de vida
flutuando como se dançassem
nas margens engrumes
de um corpo embriagado
são sílabas e consoantes vestidas
de múltiplas sinfonias de cores

Com as minhas mãos tremulas
escrevo prensado no tempo
versos de sonho e de mar
falam de ternura e de querer
de sorrisos e de paz
de quererem ser ou não ser
existência que me apraz

Mas se o silêncio me fala
mais alto, então…
eu falo-te de sonho e de mar

Escrito 05/05/26
 
Autor
Liliana Jardim
 
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Enviado por Tópico
Alemtagus
Publicado: 03/06/2026 07:45  Atualizado: 03/06/2026 07:45
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 Re: Eu falo-te de sonho e de mar p/ Liliana Jardim
Gostei de o ler à minha maneira, mas ainda estou a tentar encaixar o termo engrumes no contexto.

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