Não costumo fechar os olhos pra sonhar
Tenho medo de ser levado pelas imagens
Me perder por entre os versos e não voltar
Marear nas canções nas doces e nas selvagens
Nas parcas vezes que o fiz que ousei fechar
Os olhos experimentei infinitas sensações
Lembro bem do toque sedoso daquele olhar
De meu coração a rugir liberando mil trovões
Melhor então sonhar assim de olhos abertos
Se eu adormecer de novo pode ser que me renda
E me deite numa rede de cordas com você perto
Invadiria seus sonhos faria dessa canção nossa tenda
Deus abençoe os mergulhos
Carlos Correa