chegou o tempo da relva rasa,
dos repuxos de água
soluçantes,
olhados de soslaio
pelo que se desliga da vida,...
chegou a velocidade
do som,
a luz quebrada pelo
fecho dolentemente
prolongado das pálpebras,...
chegou o carro
dos gelados,
de buzina rouca,...
e de repente,
a noite namora com
o eu,
que se desprendeu
desta lenta agonia