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Fim de tarde num jardim público

 
Tags:  poesia    surreal    pensar  
 
Fim de tarde num jardim público
 
chegou o tempo da relva rasa,
dos repuxos de água
soluçantes,
olhados de soslaio
pelo que se desliga da vida,...

chegou a velocidade
do som,
a luz quebrada pelo
fecho dolentemente
prolongado das pálpebras,...

chegou o carro
dos gelados,
de buzina rouca,...

e de repente,
a noite namora com
o eu,
que se desprendeu
desta lenta agonia

 
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fracafigura007
 
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