o futuro,
cada vez mais curto.
o presente,
cada vez mais duro.
chegamos à conclusão
de que trazemos um mundo às costas,
feito de tudo o que não serviu para nada,
a pesar-nos toneladas…
é tempo
de levar
só o que cabe no coração,
junto ao peito,
e deixar para trás,
ao relento,
tudo o que nos tombou.
só assim estaremos à altura
de mudar
o lugar das coisas,
as coisas de lugar,
que nos fizeram
demorar
perante uma vida
que não tolera
pré-avisos de inércia
nem atrasos de merda.