A gente tem o costume de cantar tristezas
Versos azuis afogados em lagos sem braços
Isolados num mundo onde a única certeza
Vem de traços de solidão saudade e cansaço
Abrimos o peito deixamos que a inspiração
Crie personagens que por algumas linhas
Se fundem a tudo que se passa no coração
A sensação de que a mente não está sozinha
O resultado dessa tormenta se chama poesia
E ela sempre deixa cicatrizes em nossa alma
Prefiro acreditar sejam algo como uma magia
Vem voa como um beija flor e pousa na palma
De minha mão enquanto ouço uma velha canção
Deus nos abençoe
Carlos Correa