Poemas : 

véspera de terra,

 
"Fora de casa sois pinturas; nos quartos, sinos; santas, quando ofendeis; demônios puros, quando sois ofendidas; chocarreiras no governo da casa e boas donas do lar quando na cama".

(Otelo)
Ato II - Cena I: Iago












deita-me. à aurora por pecado-consorte
me clama à veia da têmpora qual inflamarei
o mar.. o teu caso de somas e cortes
ah, eu.. te amaria, eu: te sempre conflitarei

pelas minhas mãos em uníssono segredo
ao tempo relativo de toda a criação que(te) presidir
ao arremesso de teu corpo livre que tanto aceito
ah, eu.. te esperaria, eu. por cá, e ainda: estarei aqui

minha doce imagem ou obsessão e crime
minha dama-linda em voz que me penitencia
minha hora demarcada, minha carta sombria

previsão e véspera da minha cena e vitrine
deita-me ofélia, pois te deduzo em lápide
minha.. desdêmona criada, minha toda-parte..


..tentada.


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Azke
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