Poemas : 

Ecos de vozes livres

 


Árvores despidas transitam entre o sangue

e o nevoeiro.

E eu pergunto-me como se sossegam estes olhos

sem navio.



Sobrevive um caminho para o mar

e aí recolho os verbos

que pairam

ainda

sobre a espuma das marés.



Relembram

[ os verbos ]

os nomes de coisas transitórias

breves aparições

ecos de vozes livres

indomáveis

como um sopro silábico de probabilidades

sem pontuação.




 
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idália
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