Poemas : 

Nas margens da metáfora

 


Quantas vezes morremos

no paradoxo de palavras onde nos abrigamos.



Às vezes

renascemos

clandestinos

no intervalo ínfimo entre duas sílabas

que não ousámos dizer.



Talvez a morte seja

um desvanecer

l e n t o



nas margens da metáfora.

Um regressar

ao barro primordial

onde todas as imagens se confundem.



E

no instante em que tudo

parece ruir

poderá uma palavra pequena abrir

uma fenda mínima no escuro

e deixar entrar um

eco



para que o corpo permaneça inteiro

a arrastar

para __________________________________longe

a voz das cinzas.


 
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idália
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