Cantiga d' Amigo
Que ventos me lançam desgraça,
de meu amado, não verei graça,
Cativo d' uma peste cruel?
Que luas cheias banham de luar
de meu amado, olhos de chorar,
Cativo d' uma vilã infiel?
Que sóis e estrelas ornam d' ouro
de meu amado, o rosto mouro,
Cativo de mulher perversa?
Que montanhas sussurram encantos
de meu amado, os seus cantos,
Cativo d' uma bruxa adversa?
Que rios d' água cristalina vão
de meu amado, tocar seu coração,
Cativo d' uma vil cortesã?
Que aves cantarão na triste manhã
de meu amado, poesias d' amor,
Cativo de sua própria dor?
Poeta sem Alma
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