Poemas : 

Sem enredo

 



Sou a página
que se desprende
do teu olhar inclinado
um sopro
a levantar-se
do fundo
onde me lias.



Não tenho capa.
Só o gesto
de nascer
do teu silêncio.




 
Autor
idália
Autor
 
Texto
Data
Leituras
302
Favoritos
3
Licença
Esta obra está protegida pela licença Creative Commons
34 pontos
4
3
3
Os comentários são de propriedade de seus respectivos autores. Não somos responsáveis pelo seu conteúdo.

Enviado por Tópico
Rogério Beça
Publicado: 22/09/2026 07:30  Atualizado: 22/09/2026 07:32
Colaborador
Usuário desde: 06/11/2007
Localidade:
Mensagens: 2462
 Re: Sem enredo
Estás inspiradíssima.

Não sei se página, não sei se folha...
Sendo uma metade da outra, não a vejo a cair duma árvore...

A segunda estrofe é autossuficiente. Um poema, um poemeto, uma quadra, fortíssimo.

A primeira tem as características que mais te definem.
Impossível não gostar ou atribuir grande mérito.
Mas...

Borraste a pintura toda (além de deixares um espaço enorme entre estrofes, que carece de explicação e torna o mistério mais denso) com o toque de génio, na minha opinião, em que se sintetiza com grandeza e simplicidade.

Tive de favoritar e gostar e essas coisas todas...

Obrigado pela leitura

Abraço


Enviado por Tópico
Alpha
Publicado: 23/09/2026 17:30  Atualizado: 23/09/2026 17:30
Membro de honra
Usuário desde: 14/04/2015
Localidade:
Mensagens: 2412
 Re: Sem enredo
Olá, Idália

Há neste poema um sopro delicado
que nasce do silêncio e se revela
um gesto breve quase inacabado
que abre no olhar uma janela!

E fica no silêncio a voz leve da presença que o olhar recolhe!

Links patrocinados