Era um vovô muito engraçado,
Fazia de monstro brincalhão.
Dizia com ar de assustado:
— Posso comer a tua mão?
Eu fugia a rir e dizia que não!
E ele: — Nhame, nhame, essa barriguinha?
Eu tapava a rir, com a mão no coração!
E ele: — Nhame, nhame, só uma coxinha?
Debaixo do lençol, na nossa tenda,
Ele avisava, pra que a gente entenda:
— Esconde-te já, que vem aí o gigante!
E eu ficava quieta num instante.
Era sempre ação...
Brincadeira de ficção.
Eu fugia a rir e dizia que não!
E ele: — Nhame, nhame, essa barriguinha?
Eu tapava a rir, com a mão no coração!
E ele: — Nhame, nhame, só uma coxinha?
O meu vovô é um doce brincalhão,
Só é pena estar velhinho,
Por isso fez esta canção,
“Nhame, nhame”, baixinho,
Para cantarmos com carinho.
Nhame, nhame, nhame...
Nhame, nhame.. esse narizinho
Nhame, nhame.. o pescocinho
Nhame, nhame...
Não sou poeta mas, quem sabe, um dia escreverei
um texto que (pela persistência e sorte) possa ser lido como poema
Bricadeiras entre avô e neta, qd era pequena - A ver se não esquece...