Atravessa o tempo
com o menear do pulso.
Na tuba se mantém.
A pulso, toma-se jardineiro
cavando o centeio
e o cheiro da hortelã.
Com os dedos, desenha no céu,
asas de sonhos.
Os sonhos das proezas.
Abre-se ao teatro da vida.
Vida que não lhe soa a ilusão.
Sente união do berço ao coração.
Perscruta a filosofia com
a mais profunda das palavras,
sem se desviar da rotina.
Ergue casas, estradas e barragens.
Eleva vontades e riquezas.
Coisas extraordinárias!
*Aaron Copland, 1942, “A fanfarra do Homem comum”, baseado no discurso de Henry Wallace, vice-presidente E.U.A., no período da II Guerra Mundial.
Este ano, foi a peça musical escolhida para abertura da BBC Proms.
Zita Viegas