| Enviado por | Tópico |
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| Rogério Beça | Publicado: 30/09/2026 18:18 Atualizado: 30/09/2026 18:18 |
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Gostei da concepção do mote. Da ideia do "por acontecer" apresentada.
Como figuras de estilo gostava sobretudo de destacar a aliteração. Quando a primeira personagem surge, e neste caso, refiro-me, claro, ao "...vento frio...", reparei que ao longo dos versos seguintes surgiram inúmeras palavras a sugeriro seu som: frio, silêncio, havia, vazio, ausência... estes iss e ios fazem me lembrar um assobio. O esperado, o por acontecer que já referi está muito bem trabalhado, sempre no ponto de tensão certo. Não se tornou lamechas, não se tornou cor-de-rosa. Acho. Então temos um equilíbrio bom entre a frustração da falta e o devir. Sobre o peso do nome, dos substantivos na linguagem, não há muito a dizer, excepto que, neste caso ele faz parte do título. O determinante possessivo, vem em maiúscula. Pode ser coincidência, ou intenção de realçar a presença dessa outra personagem (que existe para além do vento), que pode existir, ou, aparentemente, ser idealizado. O nome próprio é muito importante na personalidade e na identidade de alguém. Como nos chamamos, ou como nos chamam, torna-nos únicos, como na realidade todos achamos que somos, apesar das estatísticas. Gostei. Abraço e bem-vinda |