Poemas : 

Corpo da distância

 



Desde então

espero pela súbita janela

da insónia



para que do fundo do armário

acorde um rio invisível

labirinto de hipóteses

sons avulsos a subirem até mim.



Ultrapassa-me a lonjura

concreta e nítida

passa por mim um tempo líquido

a navegar memórias.



Fala da erosão da pedra

de metáforas com cheiro a terra

das raízes subterrâneas das estações

da limpidez da eternidade.



Tocada pela seiva vagarosa

guardo o corpo da distância

a reconhecer

no escuro

a forma secreta daquilo que permanece.



 
Autor
idália
Autor
 
Texto
Data
Leituras
32
Favoritos
0
Licença
Esta obra está protegida pela licença Creative Commons
0 pontos
0
0
0
Os comentários são de propriedade de seus respectivos autores. Não somos responsáveis pelo seu conteúdo.

Links patrocinados