Poemas : 

Íngreme

 


Avança sem bússola
um corpo que se adivinha apenas pelo rumor do chão.


Procura o intervalo onde a luz se desvia
e ali pousa
como quem aprende a demorar-se no indizível.


Sobe degraus que se desfazem
desce outros que nunca terminam
acolhe o silêncio que se esconde nas paredes gastas.


Não aceita promessas de passagem
nem o teatro de mãos

prontas a medirem afetos. Prefere o gesto que nasce sem testemunhas
a ternura que não exige troféus.


E assim segue.
Entre o quase e o ainda não
entre a sombra que o persegue
e a sombra que o protege.


Um itinerário que se inventa a cada passo
imprevisível
como quem aprende a existir

sem pedir licença.








 
Autor
idália
Autor
 
Texto
Data
Leituras
27
Favoritos
0
Licença
Esta obra está protegida pela licença Creative Commons
0 pontos
0
0
0
Os comentários são de propriedade de seus respectivos autores. Não somos responsáveis pelo seu conteúdo.

Links patrocinados