Há um mar em Vilamoura que me chama
que tem no ventre um Sol adormecido,
não é apenas mar, é silêncio que se inflama,
uma luz que cai num areal indefenido ...
Tem o gosto do sal nos lábios claros,
tem quietude nas tardes sem fim
e do ouro a arder nos dias raros
há um Deus que pousa lembrando-se de mim.
E vejo nesse mar que não tem fala,
nessa luz que se deita e não se cala,
nesse areal que é um templo por cumprir
que tudo em mim é Alma quando espero
o mar imenso, o sol austero e fero,
o silêncio que dói tanto por apenas existir.
No Impervilla em Vilamoura
Praia da Marina
Ricardo Maria Louro