| Enviado por | Tópico |
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| Rogério Beça | Publicado: 14/09/2026 08:26 Atualizado: 02/10/2026 05:19 |
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Não sei quem escreve certo.
Ou se alguém sequer o faz e escrevemos provérbios e aforismos, como forma de equilibrar ou pôr alguma justiça no mundo, ou no universo. Adorei o poema. Há uma clara separação das estrofes com o sentido único, na minha opinião, de criar opostos. Temos, na vida, várias fases. Com um pouco de sorte não é linear. Oscila. Sobe e desce como um baloiço, em que, com alguma sorte e poucas tragédias pessoais, podemos nos ressentir como crianças. O sujeito poético neste poema, fá-lo duma forma muito feliz. Todos somos castigados. Uns mais do que outros. A "...Chuva..." traz elementos típicos da melancolia, até uma lágrima hidrata. E com muita arte e saber, atingimos uma certa idade em que parece que já vivemos tudo e pouco temos a ver ou sentir. É o que pareço ler na primeira estrofe em que a metáfora do "...inverno...", embora já muito usada, é muito bem aplicada. "...obedecia\à altura da luz..." obedece a um certo conformismo, não a adoro, neste caso. As abreviaturas encurtam as palavras, é certo. No "...Abreviei o tempo..." faço duas leituras: Ou aproximo-me mais depressa do fim, porque o encurto. Ou encurto o tempo no seu total, e em vez de estar mais perto do fim, afasto-me, arriscando a estar mais perto do princípio. As "linhas tortas" do título também me agradaram imenso. Primeiro, porque sou ateu e todas as referências a deus deixam-me sempre incomodado. Depois, porque, segundo os matemáticos, a menor distância ente dois pontos é uma recta. Ou uma linha muito direita. O que me dá, novamente, nas "linhas tortas" a sensação de prolongamento, que se reflete na minha segunda leitura. Tens uma "...casa inventada...". Deve de ser um sítio bacano. Tens de me dar a morada para eu ir conhecer... Com ou sem sílabas. Abraço |
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