Poemas : 

Errância

 


Queria apenas a claridade que dormia atrás do teu nome.

Entrei pela sombra das grutas
onde os deuses desaprendiam a altura
e os violinos deixavam cair a última ave da madrugada.

Trazia nos bolsos algumas luzes com defeito
um mapa riscado pela água
e essa sede.

Quando disse amo-te
já o crepúsculo mastigava lentamente a voz.

Mas houve ainda um breve incêndio
a atravessar a cinza das estrelas.

E talvez o amor seja só isto.

Uma algibeira acesa
na direção da noite.






 
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idália
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