Poemas : 

O último interior

 




entro.

encontro cadeiras ocupadas por versões minhas

que nunca chegaram a acontecer.

nenhuma fala.

da boca de cada uma cresce uma raiz de escuro.

depois.

muito depois.

alguém apaga o último interior.

e resta

sobre a mesa do nada

uma sílaba partida

ainda húmida da eternidade que não conseguiu

atravessar o mundo.





 
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idália
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