Poemas : 

Casa de Anfitrite

 
 
Existiu,

dentro

do peito,

um mar

de amigos,

de amores,

de todos os tipos.



Sem notar,

o vazio

foi entrando,

esvaziando

com

o silêncio

o coração.



Sem notar,

as pessoas,

à “beira-íntimo”,

foram abalando,

deixando

as ondas

mudas,

as lágrimas

azedas,

a espuma

escura

na escuridão.



Hoje

notei

a

alma

transfigurada

numa praia

não vigiada,

com tantas

marcas

das

pessoas

que amava.

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Sem saber

a quem incriminar,

culpo o tempo

e a demora

de um sol

que se perdeu

no

caminho para

casa

e a revolta do olhar.



Não há volta a dar.





Futuramente,

também

serei

barco

varado,

longe

do cerúleo

do sal.

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agniceu
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