Poemas : 

Tristes pasmos

 
 

há muito
que morro
nestas linhas
do Luso,
com as mesmas palavras,
esperando
os milagres
que nunca foram carne,
que ficaram agarrados à arte
depois do parto
da desilusão...

e, por mais
que a escuridão
desconvide
o brilho da esperança,

o vazio solarengo
enche as ruas
deste lugar,
onde aguardo
o som dos teus passos.

desejando
o teu chegar
para amar-te
como se o céu
nunca fosse tarde
nos nossos braços
ateus.


 
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agniceu
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