há muito
que morro
nestas linhas
do Luso,
com as mesmas palavras,
esperando
os milagres
que nunca foram carne,
que ficaram agarrados à arte
depois do parto
da desilusão...
e, por mais
que a escuridão
desconvide
o brilho da esperança,
o vazio solarengo
enche as ruas
deste lugar,
onde aguardo
o som dos teus passos.
desejando
o teu chegar
para amar-te
como se o céu
nunca fosse tarde
nos nossos braços
ateus.