Sonetos : 

Pomba nuclear

 


se vos disserem guerra a todo o pano
dai-vos plenos, vontade por paixão
sem temer o acto louco da invasão
batalha da vitória mais que o dano

ide-vos bem erguidos, arma em mão
mostrando que jamais houve engano
se disserem das armas não d' humano
mostrai quem dá rastilho à explosão

adiai-vos pelo amor, como estandarte
que a guerra vos exige, como a arte,
a espera, hora certa a detonar

e o poema é o incêndio do momento
que da luta é um fogo já isento
a explodir como bomba nuclear


25-09-2026


 
Autor
AlexandreCosta
 
Texto
Data
Leituras
29
Favoritos
0
Licença
Esta obra está protegida pela licença Creative Commons
3 pontos
1
1
0
Os comentários são de propriedade de seus respectivos autores. Não somos responsáveis pelo seu conteúdo.

Enviado por Tópico
Rogério Beça
Publicado: 25/09/2026 21:59  Atualizado: 25/09/2026 21:59
Colaborador
Usuário desde: 06/11/2007
Localidade:
Mensagens: 2382
 Re: Pomba nuclear\cheiramázedo
4. Pombal


o pombal da minha vizinha
recrudesce sob o silêncio das gaiolas
e todos (parece) pedimos esmolas
pela alminha

e esta pequenininha espinha
na garganta e nas meias-solas
do pombal a abarrotar de derrotas e penas e ovos como balas e bolas,
não a tinha

as pombas não voam em bandos nem sozinha
ficam no pombal com medo de pistolas
de brincar, rolas
muito juntas, no pombal da vizinha minha

tiro aos pombos trás, traz
menos a paz

Links patrocinados