Mas pela sombra que nos carrega
Há infinitos males que nos esperam
Plenas, embalsamadas, doses de sentidos
Que nos embalam
No destino que nos supera
Besta, fera, que devora
Tudo o que lacrimeja,
Tudo o que implora
Que o mundo não veja
Alegria que a inveja tira
Nossa cruz do fim,
Fim da existência,
Princípios de mim,
Pois eu só existo na dormência
Sempre sou levada,
Guiada por algo maior,
Tragam-me a estrada
E nela darei o meu melhor
Perseguem-nos
Chega disto,
Ferem-nos
Mas nisto não posso continuar, desisto