expresso
do oriente ao oeste
isto
que me leste
viagem que não fiz
navio que não naveguei
barcarola
setentrional
no cravo
do escravo
há correntes persas aos pés infirmes
sem estrelas que nos guiem
apenas o esbracejar
no puro
breu
Sou fiel ao ardor,
amo esta espécie de verão
que de longe me vem morrer às mãos
e juro que ao fazer da palavra
morada do silêncio
não há outra razão.
Eugénio de Andrade
Saibam que agradeço todos os comentários.
Por regra, não respondo.