Mar Bravio
Ah, Mar bravio que m’ inquietas
Este meu coração sem coragem
E lanças-me respingos de sal,
na face, como lágrima farsante…
Mar! Mar gelado que me decretas,
sem emoção, esta viagem
troando vingativo meu mal
no desgosto d’ um amor distante.
Ah, Mar do terror de poetas
da ilusão dessa voragem
Finando na morte, por final,
De desgosto e na dor lancinante!
Eneassilábico.
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