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Carta 3

 
Do alto da macieira, num instante qualquer, de um tempo qualquer.

Ma Jolie,

que futur nous aurons autrement celui-ci révélé par les mots d'un poète lequel il aime intensement ?

Espreito-te com meus olhos viventes, e, a tua presença me é constante a que não ouso fugir. Recebo com imenso apreço as tuas linhas, finos e delicados esboços de tua alma. Reparo-te os olhos amiúde, e, venho cá de muito tempo esta minha percepção arisca de um sofrimento irreparável a alma. Mas, tu te enxergas em teus olhos, minha Jolie? Tu consegues ver a vivacidade reprimida, a espera que possa intensamente se rebelar contra o que tu pões hoje como máximas contextualizações? Não te esquives de ti, de olhar-te nos olhos, reflexos densos e verídicos daquilo que tu verdadeiramente és, e, não do que tu te tornaste, às forças das leis insanas dos homens. Tuas cores vão além destas tuas olheiras, destes teus olhos cansados; tuas cores, quero vivê-las, senão de perto, como é contento de meu coração, ao menos de longe, por essas minhas esguias linhas escritas proibitivamente destinadas a ti, a quem amo verdadeiramente.

Não, não te penses que do amor só o sofrimento impera. Não te penses que o coração de um homem é infértil terreno aos mais puros sentimentos. Não te entregues às sombras que pintaram em tua face. Se minhas linhas trazem a ti algum contentamento, revivo-as a cada instante, pois motivos não há para que elas se cessem. Agora que pude encontrar teus olhos, não desejo que eles se desprendam de mim, nem a tua forçosa sorte. Escrevo-te com fúria, com a intensidade que domina a mão de um poeta a ser surpreendido pelos primeiros frescores do amor renascente. E aqui, não há erratas a serem feitas. Do amor resgatam-se todas as palavras, para te fazer entender que ainda assim, eu amo você.

Jean Paul Sartre é um sábio provedor da verdade. Mas, as únicas verdades que a mim interessam são as que saem do teu peito, dos teus lábios, recobrindo de vida, esta casta folha de papel. Tu não podes me ver, não sei se a mim verás um dia, mas eu cá estarei todas as vezes a te acompanhar, ainda que à penumbra, à distância, ainda que com os olhos vendados para o meu amor, sentirás as minhas mãos sobre as tuas, guiando-te incansavelmente. Minha vida agora ganha um sentido inigualável, e, não permitirei, nem por um frustro segundo, que as chamas do meu amor se apaguem pelas lágrimas de tuas tristezas.

E a cada lágrima derramada por ti, um verso meu para te fazer sorrir.

Singelos Beijos.

Do teu,

Secret Passionné


rody

 
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rody
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Enviado por Tópico
FatinhaMussato
Publicado: 23/08/2009 15:13  Atualizado: 23/08/2009 15:13
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Localidade: Jales (SP / BR)
Mensagens: 2106
 Re: Carta 3 p/ rody
Rody,

Apreciei muito ler a tua "carta 3", onde falas de sentimentos puros, do amor verdadeiro, da paixão oculta e vivenciada no mundo dos sonhos e da inspiração!
Parabéns, poeta!

Beijinhos em seu coração!

Fatinha.

Enviado por Tópico
Caopoeta
Publicado: 23/08/2009 21:12  Atualizado: 23/08/2009 21:12
Colaborador
Usuário desde: 12/07/2007
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 Re: Carta 3
...uma exelente carta de amor meu caro...

abraço

Enviado por Tópico
Gyl
Publicado: 23/08/2009 23:01  Atualizado: 23/08/2009 23:01
Membro de honra
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Localidade: Brasil
Mensagens: 15132
 Re: Carta 3
Quisera eu ter o dom de decantar um amor em palavras tão bonitas assim. Abraços de admiração e respeito por tua obra. Andei lendo outros textos e fiquei encantado. Até o próximo texto!

Enviado por Tópico
visitante
Publicado: 24/08/2009 00:00  Atualizado: 24/08/2009 00:04
 Re: Carta 3
MOM FILS S´APPELLE JEAN PAULO...
CÉ POEME M´S FAIT PLEURER
MAGNIFIQUE...
DESCULPE...MEU FRANCES É PÉSSIMO