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Amar é tão bom

 
 Amar é tão bom
 
Mesmo que seja em pensamento
Me mande bons fluídos
Um beijo sem alarde, sem ruídos
Saberei no mesmo momento.

Longe e perto
Junto ao peito com efeito
Da paixão bate meu coração
Em ritmo do amor.

Amar é tão bom!
Melhor que saborear um
Bombom, o melhor caminho e,
Destino.

Destinado meu ser para um
Único lugar, trilhar o bom,o bem
E só ... Amar!

Nereida
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 Amar é tão bom

O AMOR É SEMPRE AMOR NÃO PODE MORRER

 
O amor será sempre amor, não há nada a fazer
Pode ser forte, pode ser fraco mas e sempre amor
O amor é um sentimento que nunca pode morrer
Pensamos que não amamos, mas está presente na dor.

A vida não nos corre bem, há discórdia, fere o amor
O tempo vai passando e o melhor é a separação
Julgamos nós que assim é, que tudo é frio sem calor
Mas em nós há alguém que nada esquece, é o coração.

Chegada a hora da morte ele nos desperta para a realidade,
Faz tocar a campainha que nos acorda para nos dizer.
Coloca a mão na tua consciência e procura a verdade
E repara que o amor é sempre amor e não pode morrer.

A. da fonseca
 
O AMOR É SEMPRE AMOR NÃO PODE MORRER

Penso em ti

 
Quando acordo assim triste e desmotivada penso em ti, em ti onde quer que estejas. Em ti a quem beijei na boca por vez primeira debaixo de choupo encarquilhado no meio do rio. Era menina e sonhava com o amor platónico e dedicado. E desde aí me dediquei. Dediquei-me a um rapaz rebelde, que me trazia James Dean à memória e emoções únicas ao coração. Emoções que se iniciaram precisamente no momento em que seguraste a porta para que entrasse com um sorriso nos lábios e um brilho malandro no olhar. Por momentos, aquela escadaria fez-se enorme enquanto a subíamos alegremente com vontade de nos conhecer. O teu olhar, o teu sorriso, o teu andar, em memórias com muitos anos de idade, conduzem-me a um bem-estar a que jamais regressei e que tento arrastar para o meu presente insatisfeito.
Quando estou assim também penso em ti, em ti que me fizeste voar por céus de chãos conhecidos e por experiencias desconhecidas e entusiasmantes. Em ti, a quem amei na soleira da igreja no cimo do monte e mesmo assim não desrespeitei Deus. Amei profundamente à Sua porta mas como amar é o mais nobre dos sentimentos, devemos ter tributado todos os Deuses que se encontravam despertos àquela hora da madrugada com o nosso imenso e suado amor. Mantenho memória viva de um calor enérgico e de um céu estrelado e luar claro por cima dos nossos corpos nus que brilhavam extenuados em noites longas de Agosto. Jamais regressei aquele local mas estou certa que se um dia o fizer deverá ser contigo novamente porque pecado seria substituir as boas memórias tuas de antes por memórias de outros atuais. Só desejava momentos felizes, agarrar os momentos e permitir que estes me agarrassem antes que fosse tarde. E que ótimos, apesar de escassos, partilhei contigo. Trago até mim essas memórias antigas e melhora o meu ânimo para todo o resto de dia.
Quando amanheço negativa também me vens tu à memória, tu que em mais do que muitos anos de ausência não te apagaste do meu coração, tu que marcaste para sempre o meu leito pela ausência. Tu a quem queria dizer que te amo mas que, não tendo conseguido ultrapassar os meus pruridos, tripartidos de uma jovem que queria AMAR o Mundo, sem deixar marca negativa em ninguém pelo caminho, te deixou escapar por entre os dedos. Lembro-me de quando te pus a vista em cima pela primeira vez na Faculdade, vindo nem sei de onde, porque para algumas poderia ter sido da revista que as segurava nos tempos quase livres de preconceitos, para mim de um romance de algum escritor dos que devoravam as fantasias da minha infância, de quem nem sequer tinha tempo de decorar nomes próprios. Nesse encantamento recordo vagamente (porque fechei essa gavetinha a sete chaves) um beijo doce e quente, e nele permaneço quando me quero animar para a jornada.
Lembro-me também de ti, de ti que te fizeste o primeiro a partilhar as minhas noites em permanência, de ti com quem adormecia em espaço curto e aconchegante que escaldava em noites de luar e vontades maiores. E que mais tarde se fez amplo, para depois se tornar amplamente vazio e triste, em noite de S. João de há alguns anos atrás, que me marcou para sempre o aniversário de dor e saudade. Mas recordo um amor calmo e sereno que nasceu no teu coração despedaçado e se desenvolveu em crescendo até despedaçares o meu. De qualquer forma pelo caminho boas recordações de uma relação de que me orgulhava e de um amor que me completava e que trago até mim quando preciso de me alegrar.
 
Penso em ti

Não foi o bastante

 
Não foi o bastante
 
De tanto amar
De tanto amor
Sinto o cansaço
E a alma em torpor.

Hoje o mormaço da tarde
Me pega serena
Depois da luta em arena
Que casou muito alarde.

Tudo foi tão ligeiro
Nosso viver e, tentar crescer
Águas à rolar,nem sempre beber
Amores... amor primeiro!

Nereida
 
Não foi o bastante

graal

 
“... avanço na direcção certa ainda que não saiba o caminho, mas avanço... não me deixo ficar a olhar para a vereda que já percorri... avanço em frente, passo a passo, com cuidado mas com força e determinação... não são os meus pés que caminham mas a minha alma, o meu sabor de caminhar e o meu saber de que o estou a fazer... avanço porque quero... porque espero... porque sei que vou encontrar... o que quer que seja ou qualquer que seja o meu destino, a minha meta, a minha linha de chegada (a linha de partida já se esvaíu da minha memória), eu sei que a recompensa está lá... seja ela minúscula ou enorme... mas não é o seu tamanho que me move... mas sim o ter de ser... o querer, o amor, o desejo de amar... o caminho mais nobre, mais salutar do ser humano: amar!... vou sem olhar para trás... afasto os escombros dos prédios destruídos da guerra que se travou dentro e fora de mim ao longo dos anos e que foram ficando ali à minha frente porque nada pode ficar para trás... não devemos olhar para trás, não, mas tudo o que passou vai connosco na nossa caminhada... é preciso, pois, afastar o entulho, o pó, as pedras aguçadas que nos cortam o ser e continuar a correr... a percorrer... a olhar em frente, erectos, de cabeça erguida, de olhar brilhante e não turvado por uma ou outra lágrima que teime em cair... apenas tenho de ir... e vou... avanço sem medos, sem receio do que vou encontrar... o que lá estiver será o que calhar, o que tiver de ser... o que lá estiver, no final da caminhada será apenas o meu tudo ou o meu nada... mas o que quer que seja, seja tudo ou seja o nada, o que quer que seja, será meu... meu para abraçar, para abarcar, para enlaçar, para gritar ao mundo que por mais desconhecido que seja o fim do caminho, devemos avançar, com ternura, com amor, com garra, com dor se preciso for, com todo o afinco, com todas as nossas forças na procura do nosso “graal”, na busca do sentido da nossa vida, para que no acto final, qualquer que ele seja, eu saiba que fiz tudo o que me foi possível para saber que valeu a pena, que nada perdi, que fui quem fui, que sou quem sou, que serei quem tiver de ser, no aceitar único de que o percurso certo e correcto é apenas saber e querer amar...”

Joaquim Nogueira
 
graal

Não me amas?

 
Te amo! Não me amas?
Ah,deixe-me te amar, meu amor.Eu não te amo como quem quer te amar.Te amo como o amor quer se seja.
 
Não me amas?