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Poemas, frases e mensagens de SilviaReginaLima

Seleção dos poemas, frases e mensagens mais populares de SilviaReginaLima

NOVA ESPERANÇA

 
NOVA ESPERANÇA
 
Antes que o caos se instale,
cheio de mistério e neblina,
por sobre a cidade e o vale,
igual a uma inconteste sina.

Antes que pra sempre eu cale
meu sentimento que se afina,
refina (e que a nada equivale)
em dor que ninguém imagina...

Antes que tudo se desmanche
numa intensa desesperança,
feito uma tremenda avalanche.

Eu, dentro da caixa de Pandora,
cultivo uma nova esperança
e a lanço bem no colo da aurora!

Silvia Regina Costa Lima
20 de março de 2010
***

Publicado no Recanto das Letras em 07/04/2010
Código do texto: T2182261

http://recantodasletras.uol.com.br/sonetos/2182261

*****

Este soneto é o primeiro colocado esta semana no Recanto das Letras.

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NOVA ESPERANÇA - (Soneto n.133) - Silvia Regina
Silvia Regina Costa Lima 07/04/10 241

http://recantodasletras.uol.com.br/sonetos/?lista=semana
 
NOVA ESPERANÇA

FRENTE AO MAR

 
FRENTE AO MAR
 
FRENTE AO MAR

Na tarde, o ouro incendiou o mar,
enquanto eu andava pelo cais,
ouvindo o grito dos humanos
- e vendo gaivotas a voar.

Ele era agora soberano e vermelho.

Na calçada, uns corriam, outros vestiam
coisas tão uniformes...todos tão iguais...
Ali, quem devia ter razão, era insano
(daquilo tudo não cuidando...)
parecendo incapaz de observar
que cenário fino... que lugar divino!

Diante daquela Graça, dobrei o joelho
para a divindade. Esqueci a desgraça
a maldade...o medo...tantas trapaças
- até me lembrei como era amar...

E, em frente à mágica imagem
(que enfeitava de sangue a paisagem)
- eu abençõei o Mar!!!

***
Silvia Regina Costa Lima
25 de fevereiro de 2009

Publicado no Recanto das Letras em 25/02/2009
Código do texto: T1457283

http://recantodasletras.uol.com.br/poesias/1457283
 
FRENTE AO MAR

PÁSSARO DE FOGO - (Soneto n.4) - Silvia Regina

 
PÁSSARO DE FOGO - (Soneto n.4) - Silvia Regina
 
PÁSSARO DE FOGO

Há uma ave em mim ainda aprisionada -
que não mais aceita ordem nem conselho
Pássaro de fogo ... ela quer ser libertada
desta grade dourada, um reino sem concelho

A inquietação de meu espírito é declarada:
reflete a rebeldia forte/clara do vermelho,
no afã de Liberdade. É Guerra deflagrada
(um estopim aceso é seu melhor espelho).

Parto barras e amarras... quebra-se o mito.
Eu luto, nada mais almejo (desejo resoluto)
exceto fugir das garras deste bruto granito.

No último impulso, permaneço com olhar enxuto.
Liberto (finalmente) arremesso aos céus meu grito,
rompendo elos desta cadeia... E ressurjo absoluto!

Silvia Regina Costa Lima
15 de setembro de 2008
**********************
Publicado no Recanto das Letras
em 15/09/2008
Código do texto: T1179549
http://recantodasletras.uol.com.br/sonetos/1179549
 
PÁSSARO DE FOGO - (Soneto n.4) - Silvia Regina

ENTRE MEUS AIS

 
ENTRE MEUS AIS
 
ENTRE MEUS AIS

O teu desejo na madrugada
vem/vaga/passeia-me na pele.
O meu desejo cresce ... avulta.
Ele chega. Cala-me. Abala-me.
Forte. Aberto. Feito vento norte.

O sono se vai entre meus ais.
Eu desperto. O corpo exulta.

Nas dobras claras do lençol,
tu me descobres - desdobras,
e não há, em mim, sobras
(visíveis ... e nem ocultas)
neste festim de frete e gala.

Coberto de orvalho cor de opalas,
meu corpo molhado arremete
na beleza deste "ainda" ...
E depois desce... adormece,
na festa que, por fim, finda.

Silvia Regina Costa Lima
20 de fevereiro de 2009

Publicado no Recanto das Letras em 21/02/2009
Código do texto: T1451428
http://recantodasletras.uol.com.br/poesiasdeamor/1451428

**********

E A PRESENÇA DE AMIGOS:

Belos
são os duelos
de amor;
os ais
pedem mais
na cama em flor.

[Votos de bom fim de semana! Abílio]
 
ENTRE MEUS AIS

POETA - Silvia Regina

 
POETA   -   Silvia Regina
 
POETA

TEU GRITO SERVE DE ALERTA
É UM AMOR/O IDEAL/É META
E TE FAZ TÃO ... DIFERENTE
QUE O UNIVERSO TE SENTE
E OFERECE (DE PRESENTE)
TUDO O QUE NELE EXISTE:
PALAVRA QUE COMPLETA!

POETA, TEU NOME GRITA
É LINHA/É RETA/É SETA
TUDO TE FAZ LUME
TUDO TE ENCANTA
NADA TE ASSUSTA
TUDO ASSUMES
NA LETRA NUA
QUE ASSINAS
E É ÚNICA
- TUA!

Silvia Regina Costa Lima
20 de outubro de 2008

Publicado no Recanto das Letras em 20/10/2008
Código do texto: T1238364

http://recantodasletras.uol.com.br/poesias/1238364
 
POETA   -   Silvia Regina

A REVOLTA DE GAIA

 
A REVOLTA DE GAIA
 
Chora a Mãe Terra, chora
como mulher deprimida.
Deita-se bem entristecida
em suas verdes relvas,
chora florestas e selvas
queimadas ... perdidas.
Lamenta suas claras águas
que, de mansas, são bravas
agora. Também tem mágoa,
pelo ar que perdeu o colorido,
e está sem pássaros canoros.
Esquecendo-se das suas flores,
e dos rios (descendo sonoros)
ela, ofendida, explode vulcões,
agita os mares/sacode o chão,
e deixa a humanidade ferida,
com as lágrimas do seu coração.
Então, por ela, os homens choram
e, sua compaixão, imploram.

Gaia, de olhos bem fechados, serena,
fica a pensar se ainda valerá a pena...
****
Silvia Regina Costa Lima
3 de julho de 2009

Publicado no Recanto das Letras em 03/07/2009
Código do texto: T1681046
http://recantodasletras.uol.com.br/poesias/1681046
 
A REVOLTA DE GAIA

FERNANDO PESSOA (para) - NADA -

 
FERNANDO PESSOA (para)  - NADA -
 
A Fernando Pessoa, meu poeta amado

Eu nem sei porque perco o enleio,
entre o fim e um outro recomeço,
se sou meu eu (também o avesso)
e, sem um freio, de tudo descreio.

Fluíndo só, feito um rio em seu veio,
há momentos em que me esqueço,
há horas em que mal me reconheço
e tem mil vezes que me pego alheio.

Cheio, ah...eu tapo meus ouvidos
às ordens que me impõe o mundo,
e não escuto mais os seus ruídos.

Olvido que apenas suporto a estrada,
que é mágoa/é dor/tédio profundo,
neste meu Ser que é tudo - e é Nada!
***
Silvia Regina Costa Lima
23 de março de 2010

****
Publicado no Recanto das Letras em 12/04/2010
Código do texto: T2192017

http://recantodasletras.uol.com.br/sonetos/2192017
****

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À FERNADO PESSOA - NADA - (Soneto 134) - Silvia Regina
Silvia Regina Costa Lima 12/04/10 - 264 leituras

http://recantodasletras.uol.com.br/sonetos/?lista=semana
 
FERNANDO PESSOA (para)  - NADA -

FEITICEIRA - Silvia Regina

 
FEITICEIRA  - Silvia Regina
 
Feiticeira

Sou uma filha de Saturno
(taciturno deus do tempo)
habito as noites soturnas
Não anjo ... mas feiticeira.

Sou a Lua cheia, inteira
alma, pele, corpo e pelo
no meu lado pesadelo -
sem reflexo no espelho.

Só minha mente me rege.
Não pertenço a ninguém
- eu sou minha. E herege
(errante espírito do além)

Sou amante de outra era:
Nem só sombra/nem véu.
Não malvada e nem santa.
Um lado claro/outro breu.

Sacerdotisa de Orpheu,
me chame num mantra:
(o do seu instinto cruel)
Ah, eu virei, e serás meu!

Silvia Regina Costa Lima
25 de agosto de 2008

Publicado no Recanto das Letras em 26/01/2009
Código do texto: T1406291

http://recantodasletras.uol.com.br/poesias/1406291
 
FEITICEIRA  - Silvia Regina

A TEUS PÉS

 
A TEUS PÉS
 
Se eu dominasse os sentimentos.
Se a divindade inda me amasse.
E se essa minha boca te falasse
o que me vai nos pensamentos...

Se soubesses os meus tormentos.
Se tudo/tudo agora se acabasse,
e se no mundo apenas sobrasse
eu, você e a força dos elementos:

Soltaria todo sangue represado
e cada lágrima engolida
por não teres jamais me amado.
...
Ah! Só assim tu saberias o que és
quando, com alegria, a vida
por fim eu depositasse a teus pés!
***
Silvia Regina Costa Lima
2 de março de 2010

Publicado no Recanto das Letras em 03/03/2010
Código do texto: T2117335

http://recantodasletras.uol.com.br/sonetos/2117335

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A TEUS PÉS - (Soneto n.127) - Silvia Regina
Silvia Regina Costa Lima
03/03/10 190 leituras
 
A TEUS PÉS

MAR DE SONS - (Soneto n.69) - Silvia Regina

 
MAR DE SONS - (Soneto n.69) -  Silvia Regina
 
MAR DE SONS

De todo o silêncio fez-se o pranto,
carregando o cansaço que desliza,
posto que é tanto este desencanto,
que sempre prende...e me tiraniza.

Ele desce como um denso manto,
toma uma forma muito imprecisa,
enche-me de pânico e de espanto,
e quase esqueço que sou Poetisa.

Fora eu a Pitonisa, ou outro Arcano
faria certo rito em sagrado templo
e, sem engano, afrontaria o profano:

Em belas cores eu pintaria o universo.
e, sobre tudo o que eu contemplo,
derramaria o som de um mar de versos!

Silvia Regina Costa Lima
5 de maio de 2009

Publicado no Recanto das Letras em 08/05/2009
Código do texto: T1583460

http://recantodasletras.uol.com.br/visualizar.php?idt=1583460
 
MAR DE SONS - (Soneto n.69) -  Silvia Regina

MEUS PEDAÇOS - (Soneto n. 73) - Silvia Regina

 
MEUS PEDAÇOS   - (Soneto n. 73)  -  Silvia Regina
 
MEUS PEDAÇOS

De repente, no âmago do meu ser,
algo assoma... vem... cá desponta,
faz-me plena, faz-me estar pronta,
e a este dom sempre preciso ceder.

Está feito e nada há mais que fazer,
a sensação é forte, quase fico tonta.
Plano alto e, isso, até o céu afronta:
eu preciso sonhar/flutuar/escrever.

Palavras se ajustam por encanto:
cada frase ... cada ponto faz o verso
e uma rima ... E é vida, e é canto.

Eu lanço poemas em dúzias, em resmas
espalho-os pelo ar, em pleno Universo,
como se fossem pedaços de mim mesma!

Silvia Regina Costa Lima
24 de maio de 2009

Publicado no Recanto das Letras em 24/05/2009
Código do texto: T161267

http://recantodasletras.uol.com.br/sonetos/1612672
 
MEUS PEDAÇOS   - (Soneto n. 73)  -  Silvia Regina

MINHA ALMA - Silvia Regina

 
MINHA ALMA    -    Silvia Regina
 
"MINHA ALMA"

Vórtice de silêncios e espumas
brumas... sombras e claridade
amando sons, formas, encanto:
- é assim que sinto a minha Alma,
e é assim que minha Alma dança
(sem vaidade, pura...e descalça)
na destreza dos pés de bailarina
ou na beleza de suas ricas rimas
invalidando todas as amarguras
(enquanto cessa a dor e o pranto)
no lindo e doce vôo que ela alça.

Minha Alma é Asa Cristalina!

******
Silvia Regina Costa Lima
21 de junho de 2008
*********
Publicado no Recanto das Letras em 21/06/2008
Código do texto: T1044880

http://recantodasletras.uol.com.br/poesias/1044880
 
MINHA ALMA    -    Silvia Regina

CENÁRIO

 
CENÁRIO
 
CENÁRIO

Tu me serves o vinho rubro
na taça de ouro e alabastro.
Eu giro em rodopios,
na canção que deixa rastro.
E, na noite de lua
do belo luar de outubro,
acendem calor e cio,
quando o vinho faz efeito.

Zonza, para ti, eu deito.

Uma coruja pia,
o gato mia
e, lá na distância,
as estrelas, em cintilâncias,
caem...se soltam...voam...
descem... se jogam...
despecando em nosso leito.

...e, entre elas, 'fico' tua.

Silvia Regina Costa Lima
6 de abril de 2009

Publicado no Recanto das Letras em 12/05/2009
Código do texto: T1590494

http://recantodasletras.uol.com.br/poesiasdeamor/1590494
 
CENÁRIO

SOUS LE VENT - (Sob o vento)

 
SOUS LE VENT -  (Sob o vento)
 
SOB O VENTO

Ah!! Queria voltar ao princípio do mundo,
desintegrar átomos... despovoar a Terra ...
Queria perder a timidez ou minha lucidez
e, quem dera, de vez - ao menos, uma vez.
Escalar as alturas, desafiar a tempestade,
esquecer a sanidade/a idade/a divindade...
Desafinar a sinfonia, descer mais ao fundo.
Dar a cara a bater...ou bater em igualdade.
Ousar existir, e fugir desta maldita cidade!
Esquecer os atalhos miseráveis...imutáveis,
e caminhar, glorioso, na estrada principal!
Não despertar feito'eu'...e, sim, o meu inteiro,
mesmo que fosse amoral, entanto, verdadeiro.
Queria dizer o 'não' que ainda está enviezado:
- falar, calar, voar, gozar, gritar - ou só passar
sob o arco do tempo, e sob o vento encantado,
compassado. Porém - como nada disto eu faço -
cabisbaixo, triste, retorno sobre os meus passos
e, novamente, preciso pedir um socorro ao mar!

Mas ele não ouve e, outra vez, morro afogado...

*******
Silvia Regina Costa Lima
19 de fevereiro de 2009

Publicado no Recanto das Letras em 20/02/2009
Código do texto: T1449794

http://recantodasletras.uol.com.br/poesias/1449794
 
SOUS LE VENT -  (Sob o vento)

HOJE

 
HOJE
 
HOJE

Hoje, quero gelo e bom vinho,
pois está tudo a me queimar,
e eu transbordo de desejo.
Hoje, quero mais divertimento,
e nada... nada em ritmo lento.
Não o quero terno e, sim, sedento.
Não o espero bem calminho,
nem almejo só os seus beijinhos.

Hoje, a lua ficou cheia nesta aldeia...
E aonde você está? Venha provocar.
Venha, em mim, deitar ... penetrar
como o rio se apossa/adentra o mar.
Venha se fundir a mim - e me amar.

Hoje, venha me conquistar,
traga-me uma surpresa.
O meu cálice está bem cheio,
e que nada fique pelo meio.
Me pegue sobre sua mesa,
e faça tudo em volta rodar,
deslizar/girar/ah, sem ar
- até o mundo se apagar!
***
Silvia Regina Costa Lima
23 de Maio de 2008
****
Publicado no Recanto das Letras em 20/03/2009
Código do texto: T1497117

http://recantodasletras.uol.com.br/visualizar.php?idt=1497117
 
HOJE

O Graal - CÁLICE DA PAZ -

 
O Graal  - CÁLICE DA PAZ  -
 
A luz desceu intensa e forte,
muito acima do nosso mundo,
descrevendo desenho oriundo
de um recanto mais ao norte.

Um espetáculo de grande porte,
num significado muito profundo,
portador de um recado fecundo,
pra poucas almas de boa sorte.
...
E falou-nos o mensageiro mui divino:
-"Por Amor, todo ser que tiver tino
- de violências - jamais seja capaz!

Eu vos trago a sabedoria das esferas,
pois, perdida do homem há tantas eras,
alojada está no lendário Cálice da Paz!" *

Silvia Regina Costa Lima
24 de fevereiro de 2010
*****

Publicado no Recanto das Letras em 26/02/2010
Código do texto: T2109576

*******************
Veja no Recanto das Letras:
http://recantodasletras.uol.com.br/sonetos/2109576
**********
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1)CÁLICE DA PAZ (O Graal) - (Soneto n.126) - Silvia Regina
Silvia Regina Costa Lima - 26/02/10 - 180 leituras
 
O Graal  - CÁLICE DA PAZ  -

O MURO

 
O MURO
 
O MURO

Tenho a forte lembrança do não vivido.
Tenho desejos de amor não vivenciado,
o reconhecimento do que é me querido,
no indício do que - por mim - é amado.

Penso em aromas e cores já retidos.
Penso num amor mais que arrebatado,
no sabor marcado dos loucos sentidos,
na memória do que foi experimentado.

Neste meu bem-querer é que tudo flutua,
e, talvez, por não ter isto é que procuro,
escapar logo de mim para tentar ser tua.

Mas, a falta de acesso é tão incontornável,
pois subsiste um muro vivo...denso/escuro,
que nos separa, e hoje me faz inconsolável!

Silvia Regina Costa Lima
12 de março de 2009

Publicado no Recanto das Letras em 30/03/2009
Código do texto: T1513364
http://recantodasletras.uol.com.br/sonetos/1513364
 
O MURO

Pequeno Canto de Amor

 
Pequeno Canto de Amor
 
Pequeno Canto de Amor

És (para mim) Tudo.
E bendito é o fruto,
o que aqui foi nato
- encanto tão exato!

Canto o Canto de Louvor.

És, em doce ministério,
a criatura e o Senhor.
o Criador e seu mistério.
- e o Dono do meu Amor.

***
Silvia Regina Costa Lima
1 de fevereito de 2009

Publicado no Recanto das Letras em 03/02/2009
Código do texto: T1420016

http://recantodasletras.uol.com.br/poesiasdeamor/1420016
 
Pequeno Canto de Amor

"EU" - Silvia Regina

 
"EU"  - Silvia Regina
 
"EU"

Num certo momento,
de um dia qualquer...
Sem prévio aviso
assim, de repente
- além do juízo -
se forma o Tormento.

Minha alma se fecha,
se isola do mundo:
- O eu mais profundo
está em revolta,
a tudo assola,
não quer mais pensar...

Uma ausência me fita,
mas não é de alguém.
É algo que grita,
memória aflita
de algum lugar
- mas dentro de mim !!

Parece um abismo.
Me deito e cismo...
Ali fico, ali gemo,
perdido, sombrio,
sozinho e com frio.
Terei algum gêmeo?

Tantos porques,
O onde e o que
E a dor dos cades...
Mergulho no poço,
me quedo no fosso
esperando passar...

Dentro da vala,
tudo é um breu!
- Não há nenhum deus?
O horror me cala,
o silêncio é que fala,
e NADA é mais meu...

Até que eu volte a ser Eu !!
*********
Silvia Regina Costa Lima
3 de abril de 2008
*********

Publicado no Recanto das Letras em 07/04/2008
Código do texto: T935582
http://recantodasletras.uol.com.br/poesias/935582

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Tela de J. M. W. Turner, Snow Storm: Steamboat off a Harbour's Mouth. 1842.
 
"EU"  - Silvia Regina

ASSINATURA

 
ASSINATURA
 
ASSINATURA

Palavras!!! Ah, não sou eu a culpada,
se elas existiam antes de mim - é sim -
e estabeleciam começos...meios...fim,
rindo-se de acintosos mal-entendidos.

Então, porque sou eu a ré acusada -
se, com elas, eu apenas escrevo
(na noite ou em solitárias tardes)
arrancando do cerne e da minha carne,
o sangue tinto com que eu sinto
(enfrento/encaro/me atrevo)
as letras de magia e sonhos perdidos?!

Assim, nada retiro daquilo que digo:
Eu crio/assino/apago a luz ... e sigo.

***
Silvia Regina Costa Lima
25 de maio de 2009

Publicado no Recanto das Letras em 26/05/2009
Código do texto: T1616296

http://recantodasletras.uol.com.br/poesias/1616296
 
ASSINATURA