Pobre poeta, que remói dores crónicas em indigestões de revoltas e esquarteja, cego, pobres moinhos de vento de alucinações próprias! Usa armas inocentes, letras dementes, refaz os sentimentos, faz ressentimentos, desfaz as cores da poesia em lavra de cobardia! Cuidado! Anda um triste poeta à solta, que apaga os trilhos que grava, que trai os brilhos da lavra que, em talentos, vingou. De si mesmo delator, em cega absolvição, ensaia segar os brilhos das palavras que amou, e finge ingénuos silêncios no papel que adulterou! Anda um triste poeta à solta que ceifa em seara alheia, malha em indefensa eira, mas esquece que a joeira é filtro de redenção e que o amargo dos azeites, vem sempre à tona da água... mas afunda-se na razão!
Re: CUIDADO, ANDA UM TRISTE POETA À SOLTA! p/ São Roque
É bem verdade, amiga: mais triste que o poeta triste, só o triste poeta... (detesto arenas, mas detesto ainda mais quando me empurram para a arena!...)
Descobre-se nas entrelinhas uma certa ironia Sterea. Só tu saberás a razão. Seja como for é sempre um prazer ler-te. Até a ironizares tens classe o que de facto não é para todos...! rs Beijinho Vóny Ferreira
Re: CUIDADO, ANDA UM TRISTE POETA À SOLTA! p/ Sterea
Ser tua amiga, serei sempre (incondicionalmente...) Se anda alguém a ironizar com o que escreves, das duas uma. Ou é por inveja ou ganhou uma obsessão. Não ligues. Faz o que tanto admiro em ti, escreve. Outra beijoca. rs
Re: CUIDADO, ANDA UM TRISTE POETA À SOLTA! p/ Vóny
Claro que sim! e ressalvo: se a "agressão" me fosse directamente dirigida e justificada, eu até acataria. Mas usarem-me, a mim e ao meu espaço de comentários para agredir outra pessoa, ainda por cima, por mesquinhez, não! Mas já lá vai...
Acredito que não exista nada mais cobarde que desfazer o que se afirmou, com a desvantagem de já ter sido publico. Considero uma atitude cobarde, mas parece que a cobardia não se aguentou e foi embora. Triste como entrou, assim saiu o poeta.
Na mouche! Como não gosto de falar mal de nenhum poeta, seja alegre ou triste poeta,doo este "aviso" ao papel elevado da poesia: permitir-se várias interpretações e ângulos de visão. O que escrevemos transcende muitas vezes o que queremos dizer... e, apesar de, aqui, eu ter querido dizer algo muito objectivo, estou certa que diferentes leituras lhe darão asas de livre subjectividade...
Triste, alegre (ou desconhecido) poeta não há nunca de diminuir a força, beleza, profundidade e criatividade da tua excelente verve, Stera. Bjins, Betha.