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Sonetos : 

Naufrágio

 
A fonte subliminar dos meus sentidos,
jorra valores refutados sem querer.
São estertores de sonhos proibidos
ou virtudes que não soube merecer?

Liberto-me num suspiro sincopado,
que descomprime uma ansiedade
a lembrar um suspiro equivocado
esquecendo uma angústia de verdade.

Visto um olhar de chuva no dia mais frio,
ao jeito de espera dum sol que inventasse;
como se nascera dum ventre vazio

ou se merecesse um sol com disfarce.
Barco encalhado num estranho baixio!
Perdeu remo e vela... ai que desenlace!...


 
Autor
Norberto Lopes
 
Texto
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