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Ensaio - 20 - dedicado a esta noite branca

 
20.

são treze e trinta e dois
e apetece-me escrever

ainda não fui à cama
mas plantei pela manhã
uma árvore

uma árvore de fruto

porque branca a negra noite
se desfez em sol de agosto


Xavier Zarco


Autor
Xavier_Zarco
Autor Xavier_Zarco
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Texto
Data 30/08/2009 13:35:30
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Os comentários são de propriedade de seus respectivos autores. Não somos responsáveis pelo seu conteúdo.

Enviado por Tópico
Henricabilio
Publicado: 30/08/2009 14:13  Atualizado: 30/08/2009 14:13
Colaborador
Usuário desde: 02/04/2009
Localidade: Caldas da Rainha - Portugal
Mensagens: 7166
 Re: Ensaio - 20 - dedicado a esta noite branca
São catorze e dez
e apetece-me escrever como quem ama,
que há muito larguei a cama
e acabei de almoçar outra vez.

Não plantei árvores, mas com fé
e com o sol de Agosto
em pleno rosto,
andei a fazer água-pé.
(És servido?...)

Um abraçooo desde as Caldas!
Abíliio

Enviado por Tópico
Xavier_Zarco
Publicado: 30/08/2009 16:04  Atualizado: 30/08/2009 16:04
Colaborador
Usuário desde: 17/07/2008
Localidade:
Mensagens: 2156
 Re: Ensaio - 20 - dedicado a esta noite branca
Camarada,
Que venha daí essa água-pé, sempre vai ser um bom tónico.
Um abraço
Xavier Zarco

Enviado por Tópico
Alexis
Publicado: 30/08/2009 14:17  Atualizado: 30/08/2009 14:17
Colaborador
Usuário desde: 29/10/2008
Localidade: guimarães
Mensagens: 7388
 Re: Ensaio - 20 - dedicado a esta noite branca
momentos mágicos esses...

beijinhos,xavier_zarco
alex

Enviado por Tópico
Xavier_Zarco
Publicado: 30/08/2009 16:01  Atualizado: 30/08/2009 16:01
Colaborador
Usuário desde: 17/07/2008
Localidade:
Mensagens: 2156
 Re: Ensaio - 20 - dedicado a esta noite branca
Cara Alexis,
Mágicos?, talvez, mas as horas vão passando e quando reparamos no relógio já o sol entra pela janela e nos cumprimenta.
Mas o que conta é que cumprimos, mesmo que o resultado prático desse cumprimento seja zero, nós cumprimos com o prometido.
Um beijo
Xavier Zarco

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A folha

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Insanidade perfeita

Sinto-me cansada
Já me faltam as palavras!
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Adormece em brandas consoantes
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Tempestades

Tudo em mim, são dias de tempestades...
Por isso entrego minha alma à poesia
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E as levo para as águas intermináveis dos mares
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E as lanço, na singela esperança
De que um dia alguém os leia
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E minha alma tenha também partido
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vaga-lume

... beijar-te

- era ser
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dedilhando ugabe

era levitar
beber das nuvens
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sem tocar o chão
estirpes desaguando
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na boca que feliz
se fenecia

- e era livre
sendo chama
toda asas
vaga-lume
brilhante
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(RoqueSilveira)


Nós de poesia

A vida é feita de incompletudes...
Como os bares de mesas vazias
Nas calçadas
Ou as longas estradas
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desatam-se nós de poesia
E atam-se outros em seguida.

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Daquilo que me resta
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(Vanessa Marques)



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(TrabisDeMentia)

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