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Poemas, frases e mensagens sobre morte

Seleção dos poemas, frases e mensagens mais populares sobre morte

Intensa tinta

 
 
Com intensa tinta
o espírito pinta.
.
Sou a tinta desta folha,
Onde não verbaliza e tudo olha,
Sou as letras, as palavras, as frases,
Sou o poema em si, sou todas as fases:
Sou a tristeza, a alegria, a vida, a morte (…)
Sou tudo o que realmente sinto;
Quando canto sinto que a vida é mais forte,
E se não for assim, sinto-me presa num labirinto,
Onde me perco, mas canto e rapidamente,
Rapidamente encontro-me.
.
Quando escrevo sinto que sou a tinta;
E desenho a minha alma como realmente é,
Sou tudo isto mais o pássaro que me vê;
O meu versejar é o sangue seco, gravado a tinta,
E é toda a minha chama.
Inevitavelmente é o meu sangue que te ama,
Esteja ele seco ou a correr pelas minhas veias.
.
Ana Carina Osório Relvas/A.C.O.R
 
Intensa tinta

TREVAS NOSSAS

 
TREVAS NOSSAS
 
 
A morte encontra um sentido por antecipação
Nas noites em que o abismo é sonolento
As trevas imperam no sangue, que corre nas veias
Onde reina o desespero das almas perdidas
Os sentidos enganam as presas na carne que queima
Nos muros feridos de morte do nosso tempo
Fez-se silêncio nas doces lágrimas salgadas
Nas mágoas de um violino que grita de dor
Já despido com as pautas na tempestade do vento
Choram as almas d’encanto nas trevas escuras
Vasto escuro céu, enigma de muitas almas esquecidas
A podridão gera o sangue que corre nas nossas veias
Mentalmente passamos a viver como sombras
Das saudades que abre os novos caminhos em lágrimas.


Isabel Morais Ribeiro Fonseca
 
TREVAS NOSSAS

Sobre o Que Aprendi da Vida

 
Sobre o Que Aprendi da Vida
by Betha Mendonça

O que aprendi da vida ela não me ensinou. Aprendi de ver, sentir, cheirar, tocar... Através do desbotar das cores lavadas pelas lágrimas e da pintura a óleo e ar do sorriso. Não a vida não me ensinou nada: eu que aprendi na marra e no murro! No viver em cima da navalha, no corte com sangue e nas cicatrizes indeléveis. Nos caminhos e atalhos dos pensamentos. Nos momentos que não vivi, mas sonhei. Nos que vivi e foram pesadelos.

Não, não me digam nem perguntem da vida! Porque ela nunca me teve. Eu que a tive a meu modo esquisito de levá-la na dança, neste baile deslumbrante, cheio de prazeres em voos de trocas de pernas. Nos saltos a riscar o chão. Nos tropeços e pisar de pés sem tempo de tomar chá de cadeira. Aproveitá-lo até que o salão fique escuro sem nenhum ruído. Até que o silêncio cubra tudo com seu manto de veludo roxo, sob um véu branco, abaixo do tampo de vidro rodeado de madeira.
 
Sobre o Que Aprendi da Vida

ESCREVO

 
ESCREVO
 
 
Escrevo um livro fechado
Com as páginas intactas
A minha alma é um cadáver
Que foi pedir sonhos aos mortos
Sem medos sem culpas
Quer se faça dia, ou noite de trevas
Presságios fúnebres de nocturnas preces
Leva adiante de pávidos rostos abaixo do mar
A sombra de uma só covardia de sossego
Desfeita em desassossego
Pedras geladas, fragas raras, mármore precioso
Oh morte leva contigo o perfume das flores
Dos cravos, das rosas, estás aqui comigo
Oh morte na sombra deste sol quente
Escrevo que a minha alma é um cadáver
Para pedir um sonho aos mortos
Afinal os vivos não me ouvem ou fingem não ouvir
Que ninguém rasgue os livros escritos nas folhas do sonho
Feita de poemas cheios de amor e dor.

🐺
Isabel Morais Ribeiro Fonseca
 
ESCREVO

EXATAS INCERTEZAS

 
EXATAS INCERTEZAS
 
EXATAS INCERTEZAS

Pudesse morrer
Agora o faria...

Mas as incertezas
Dos caminhos da vida
Impedem-no...

Desorientam, obscenos,
Seus plenos
Desejos de fim

Não é medo
É, mais, impotência

Não é ignorância,
Pelo contrário.

É a clarividência
Do engôdo...
 
EXATAS INCERTEZAS

INDOMÁVEL MORTE

 
INDOMÁVEL MORTE
 
 
Morri sem saber que tinha morrido
Vivi sem saber que tinha vivido
Amei sem saber que tinha amado
Sepultei-me sem saber que me tinha sepultado
Dormi sem saber que tinha dormido
Sonhei sem saber que tinha sonhado
Senti dor sem saber que tinha sentido
Foi uma árvore sem saber que tinha sido
Menti sem saber que tinha mentido
Matei sem saber que tinha matado
Sofri sem saber que tinha sofrido
Ignorei sem saber que tinha ignorado
Perdoei sem saber que tinha perdoado
Esqueci sem saber que tinha esquecido
Respirei sem saber que tinha respirado
Morri na solidão ao sabor do vento
Vivi na escuridão como um fantasma
Amei com paixão no meu pensamento
Sepultei-me na vereda do desgosto
Dormi entre as trevas do inferno
Sonhei na esperança da liberdade
Sinto as labaredas da saudade
Fui as folhas secas caídas da árvore
Menti com vergonha do um momento
Matei o esquecimento com fragas do olvido
Sofri sem tédio ou até dor do desgosto
Ignorei os meus próprios sentimentos
Perdoei tudo o que tinha de ser perdoado
Esqueci que as palavras rasgam a dor
Respirei para sentir os ventos agrestes
Morri com o espelho das amarras na face.

🗡️
Isabel Morais Ribeiro Fonseca
 
INDOMÁVEL MORTE

O Inverno da Vida

 
O Inverno da Vida
 
O INVERNO DA VIDA

Hoje não vou à fonte
Deixo-me ficar neste entretém
Fico a olhar o horizonte
No silêncio eu e ele, mais ninguém.
Mais logo as estrelas vão surgir
Vou agarrar uma se puder
Para quando a solidão vier
Iluminar o meu existir.

Escondo-a num abrigo do coração
Bem ao pôr-do-sol da minha Vida
Ao anoitecer deste meu céu escuro!?
E assim a Vida não terei ainda perdida.
Pode o Mundo parecer-me duro.
Ser até meu caminho feito pó
Colherei ainda o que semeei
E assim não me sentirei,
Nunca só.

Deixo a fonte lá bem distante
Ouço-lhe apenas o rumor!
Que a Vida é um só instante
Nesta hora, como o sol, perde calor.
A Vida é uma migalha
Não penso que é eterna!?
A morte chega não falha.
A noite é fria, e a vida já inverna.

rosafogo
 
O Inverno da Vida

Quando eu morrer

 
Quando eu morrer
Me pesará a terra
E não serei
Qualquer coisa
Diferente
De seixos e pedras.

Quando eu morrer
Não sentirei mais
Qualquer carência
E ainda serei matéria,
Vida
A segregar
Purulenta.

Quando eu morrer
Não sentirei
Qualquer necessidade,
Serei apenas
A verdade plena
Da caveira.

Quando eu morrer
Deixarei de ser
O que sou:
Eu, indivíduo,
Ser fechado
E descontínuo
Para me tornar
Inorgânico
Ao todo reunido.

Quando eu morrer
Nada importará,
Quem sou,
Quem fui,
Se vivi entre amigos
Ou feras,
Se fui luz
Ou se fui treva.

Quando eu morrer
Ninguém me pesará
Para saber
Se pesei
Ou se fui leve,

Se cri
Ou se sofri,
Se neguei
E fui feliz,

Se fui algo
Além
Desse ser
Que vela,
Espera
E diz amém.

Quando eu morrer,
Certo torpor
Sentirei,
Nuvens minha vista
Nublarão
E, enfim,
Irromperei
Na escuridão.

Quando eu morrer
Nada verei,
E de tanta vida e beleza.
Não conservarei
Qualquer promessa,

O rosto vão das certezas,
O fogo da juventude
Que nos inflama
E ilude,
O gozo e a chama
Desse corpo
De vicissitudes
Que chora e ama.

Quando eu morrer,
Nada verei,
Nenhum senhor ou rei,
Prato, juiz
Que pesa e condena,

Serei defunto, matéria
Que não revela
Se vivi parco
Ou deveras,

Se fui fraco
Ou se fui forte,
Mas apenas
Que, efeméride,
Ensaiei breve ato
Para a morte.

Quando eu morrer
Qualquer coisa serei
Que não se pesa,
Algo mudo, inerte
Para alguém que reza
E acende uma vela.
 
Quando eu morrer

Aos corvos!

 
Aos corvos!
 
Contemplo-me assim…
neste vazio aparente
severo o limbo que o sustenta
baça a forma que o adentra
nos socalcos da minh’alma ímpia

Desperdiço a vida
e desfaleço exangue
reverdeço de anemia
no inferno que me rejeita
e condena a um céu
que não fiz por merecer
cemitério onde encontro a paz
e num impropério
me proclamo moribundo

Pedi aos corvos
que me debicassem os olhos
e os escondessem nos restolhos
Enganei-os!
Disse-lhes que morri de morte natural…




Maria Fernanda Reis Esteves
51 anos
natural: Setúbal
 
Aos corvos!

Só o tempo

 
Só o tempo
 
Sentiu – se como se não houvera

Amanhã e mais ninguém no mundo!

Mas recomeçou com uma nova roupagem

Voou como águia voltou cheia de vigor

Quão difícil foi o esvaziar d’ alma dorida

Numa vastidão tão desoladora

Incomum as outras dores...

Deixando uma ferida aberta no coração!

Só o tempo irá apaziguar...

Ainda assim, deixará a pior das saudades!

Mary Jun

Imagem Google
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Só o tempo

A Vida que murcha!

 
Na incerteza de calçar galochas
Ou incerteza de usar havaianas!
O céu aperalta-se de cantoria,
Até ao recomeço da melodia.

Em qualquer afidalgado instante,
A data poderá ter um travo
Ou a vida poderá ser um cravo?
Por um caminho perto ou distante?

Se a vida é uma flor porque murcha?
Enfim, ela é uma flor que murcha;
Uma bela, que enfraquece e morre!

Pode arrepiar quando entoa, não é?
Eu desejo ouvi-la eternamente;
E ouvir, o que nela é diferente.

Ana Carina Osório Relvas /A.C.O.R
 
A Vida que murcha!

A Lua dos Mortos

 
A Via Láctea
Cintila um funeral
Em cada galáxia
Acende um castiçal
Iluminando os caminhos
Que levam os mortos
Para o Planeta Terra.
A água extinta de cada corpo
Coagula o sangue dos canais
Que solidificam a rede da vida
De modo frio e absorto.
A sede aumenta a dor do mundo
Na mesma proporção que santifica
O entendimento do moribundo
E ensina o desapego para quem fica.
A Lua dos mortos passeia
Nos jazigos abandonados pelas mentes
Por calafrios e ranger de dentes
No despertar de cada ceia.
Da sombra dos seus pecados
Os defuntos acordam machucados
Com sua altivez profunda
Sabendo que não há mais segunda.
No vale das trevas
Ecoa o canto da coruja negra
Anunciando para as brumas
Abrirem ampla passagem
Nas alfombras das veredas
Onde nascem as violetas.
As estrelas caem do céu
Chorando a saudade
Dos que ainda estão vivos
Cobertos por um véu.
Velas acesas, flores de plástico,
Rezam o terço com tristezas
Diante da fotografia.
Sepulcros mistificados
Onde tudo é fantástico
Continuando o fim
Do show da vida.
 
A Lua dos Mortos

Caligrafando Dallavecchia

 
Caligrafando Dallavecchia
 
 
..

Caligrafando Dallavecchia

Um dia
vi a minha morte
podia ser o título
de uma poesia
mas era tão horrível
que chamar-lhe
rodapé de cinzas
seria um elogio

Nesses dias sombrios
vi também, o meu cadáver
mais de cinquenta anos
de ossadas enterradas
num cemitério de sonhos
mas ainda
estou aqui
- é a minha vida!

e...

porque acreditei e acredito
no milagre
tu surgiste e és
a profecia anunciada
no dia em que eu nasci
Amo-te
até que um outro dia
até que uma outra hora
a minha morte liquide todos
os movimentos
e eu abandonado
ao vazio do meu corpo morto
preencha o espaço
(desconhecido?)
dentro do mundo
onde buscarei desesperadamente...
o interior do teu olhar
e então
pela primeira vez deitado
no teu vestido feito de estrelas
a luz da tua divina criação
escreverá nas galáxias
o nome que adoptei
para que
o meu e o teu lado
sejam eternamente
o universo
brindado
no big-bang
do teu ser amado.

Luiz Sommerville Junior(por dupla consoante e dupla vogal recuperado), 23082014,19:59

Obrigado, amor!

Luis Sommerville Junior, Antologia , 1964-2014

Fonte : Barquinho de Letras
 
Caligrafando Dallavecchia

Na calada da noite

 
Na calada da noite
 
NA CALADA DA NOITE

Esgueiro-me na noite, calada.
Meus olhos voltados para o céu
Trago em mim a morte atrelada
Nem me deixa saborear o que ainda é meu.
Neste Outono da minha ternura
Meu silêncio vem envenenar
O sono desperta e a noite é escura.
E eu apenas quero a Vida amar!

Já a saudade me roía
Eu a querer ir sempre mais além
Mas com estas velhas asas como podia?!
Sentei-me na noite como quem espera alguém.

Assim parados ficam meus anseios
O que se agita, se ouve, apenas o vento
Passam por mim devaneios
Num emaranhado enternecimento,
onde crescem flores e nascem sorrisos,
e aparecem novos sonhos sem avisos.

Nesta noite, perfume as rosas me dão
Já nem necessito olhar as estrelas
Arranjei modo de entender meu coração
Fantasias, loucuras, deixo-me a tecê-las.

rosafogo
 
Na calada da noite

O VOO 447

 
Infelizmente, mais um acidente de avião veio colher muitas vidas e ensombrar a felicidade de muitas famílias.

Sabendo-se que o transporte aéreo é um dos mais seguros, não está ao abrigo total de muitas incidências, como neste caso perece ter sido o caso.

Vejo as imagens na TV e oiço os responsáveis tentarem por todos os meios, que não sei se são os melhores, darem uma explicação para este acidente.
Vejo e oiço as equipas de psicólogos a tentarem fazer o possível para que o moral dos familiares não fiquem a um nível zero.
Vejo e oiço os familiares chorarem e lamentarem a perda dos seus entes queridos.
E oiço alguns, que por este ou aquele motivo os seus familiares não foram nesse voo e logo salvaram-se de uma morte horrível, carregados de egoísmo dizerem que foi graças a Deus que eles não foram nesse voo!
Para mim, isto é o egoísmo .dos crentes. Então e os que morreram? Foi ou não graças a Deus? Porquê Deus, salvou alguns de morrer e deixou que os outros morressem?

Não, não sou crente... também graças a Deus!

A. da fonseca
 
O VOO 447

Confissões de uma Vítima de Violência Doméstica

 
Sou um corpo que deambula ao acaso,
Que vive com medo todo o dia.
Amostra de ser mal amado
Sem conhecer felicidade e alegria.

Uma mulher constantemente criticada
Que chora apenas escondida,
Consciente que não vale nada,
E a imagem totalmente denegrida.

Escondo os hematomas como sei.
Habituei-me há muito a mentir...
Vivo uma vida como nunca pensei,
Com a maior parte do tempo a fingir.

Esta mão, assim queimada, e a doer,
É porque sou tão distraída...
Meti-a numa panela a ferver
E fiquei tão arrependida.

Tapo as nódoas negras com roupa
De Inverno, mesmo no Verão.
Apenas porque sou meia louca
Passo a vida a cair ao chão.

A boca, assim cortada,
Foi apenas porque sorri...
Não sei estar calada...
Apanhei porque mereci.

Quando parti o braço direito,
Foi porque me maquilhei nesse dia.
Mas afinal, foi bem feito,
Porque parecia uma vadia.

O meu corpo está tão cansado
Não aprendo a me comportar
Para viver bem com meu amado,
Que tudo faz por me amar.

Farta dos meus erros e maldade
Subo até ao vigésimo andar!
Salto, enfim, para a liberdade,
E já sou feliz... a voar!

Este poema já foi publicado aqui, a 29/06/2007.
A pedido de uma amiga, volto a (re)publicar hoje.
 
Confissões de uma Vítima de Violência Doméstica

Se pudesse entender...

 
Se pudesse entender do que falam,
Aqueles que têm o discernimento,
Do tempo, do espaço, do vento...
Aqueles para o qual há só um momento,
Onde se consegue o fomento,
Do que é rápido e não do que é lento.

Se pudesse entender do que falam,
Aqueles para o qual o azul não está no céu,
Onde já não há um véu,
Que divide este mundo do Mausoléu,
Para a morte qual seria o Troféu?

Se pudesse entender do que falam,
Os loucos que falam numa morte sem pressuposto,
Onde o enterro não fosse um desgosto,
Que leva os amores, amigos, o anteposto,
Para uma província, uma quinta... Um Rosto!

Se pudesse entender do que falam,
Aqueles que emitem sons sem pronunciar,
Onde vão sem visitar,
Que fazem sem pensar, planear... Melhorar,
Para viverem sem saborear.

Se pudesse entender do que falam,
Aqueles que trazem a esperança num pequeno bolso,
Onde não há reembolso...

Se pudesse entender do que falam,
Eu perguntava, falava,
Se calhar Passava... a palavra.

Mas não entendo do que falam,
Aqueles que não sabem a minha linguagem...
Vou sair na próxima paragem!
GHOST

http://ghostofpoetry.blogspot.com
 
Se pudesse entender...

“Fim da linha...”. (LUTO)

 
“Fim da linha...”. (LUTO)
 
A viagem tinha destino, só seguir o roteiro.
Curtir a paisagem rumo ao trajeto sonhado
Porem em seu longínquo e confuso mundo
Partiu do trem em movimento aos braços de Deus

O teto, antes aparentemente estável e firme.
De repente são escombros e cacos espalhados
Nos trilhos da inquietação a alma soluça...
Margeando o coração, sangra a ferida aberta.

A dor da perda nos aprisiona os sentidos
Faz-nos impotentes, ata os movimentos.
Ressentidos, queremos de volta o passado.
Num lento e dolorido vôo, burlar o calendário.

Na frustrada tentativa de atrasar o relógio
Só resta o baque insano e o choro côncavo...

Glória Salles
04 setembro 2009
19h36min

Olá, sou filha da Gloria.
Mamãe está com a saúde bem debilitada por conta de alguns problemas emocionais acontecidos ao longo deste mes.
Estamos muito, muito triste, esse soneto não consegue exprimir a dor que estamos sentindo...
Obrigada pelo carinho de todos.

"Homenagem a essa menina tão amada,
que achou que a "viagem" não mais valia a pena,
e pulou do "trem da vida", para os braços de Deus...
Saudades e todo nosso amor ..."
 
“Fim da linha...”. (LUTO)

Vida

 
 
São gastas as lágrimas escorridas
nas asas aladas do lamento
cores sombrias de vendavais
que se perdem ao longo do tempo

São símbolos das raízes pintadas
no corpo perdido de esquecimento
são as dubiedades do amanhecer
nas mãos abertas ao vento
em suspiros que se soltam
nas sombras ainda vigentes

Traçam-se metas invisíveis
nos rasgos acutilantes de dor
e a vida torna-se esvaída …
nos braços aconchegantes
do teu amor

Escrito a 15/08/11
 
Vida

Entre Aspas "Navigare necesse est"

 
 
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Entre Aspas "Navigare necesse est"

Na origem…
“Navegar é preciso”

Não creio, neste momento,
Que para mudar o mundo
Uma qualquer Sonata ao Luar
Cubra a carência
Do teu sangue de absoluta paixão pelo cosmos

No desenlace…
Uma imagem:

-A transparência das lágrimas
Em matrimónio com a atmosfera
(Súplica que não mobilizou
Um qualquer deus ou santo)
Coloca uma das mais breves e trágicas
Sentenças poéticas em destaque

- Quem morre terá razão?

Luíz Sommerville Junior, 070720140102, RJ - In Barquinho de Letras
 
Entre Aspas "Navigare necesse est"