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Poemas de ilusão

Seleção dos poemas, frases e mensagens mais populares da categoria poemas de ilusão

✿Preciso tenho de separar-me dos sonhos*

 
✿Preciso tenho de separar-me dos sonhos*
 
Preciso, tenho de separar-me dos sonhos
Vaguear por as sombras que me afagam
Na panaceia que me acena de tanta dor

Preciso separar-me de mim no meu olhar
Num corpo que acolha-me sem me perder
Nas nostálgicas colheres de açúcar que me dás

E aos poucos teres a capacidade de embalares
A alma para um longo abraço contra o meu peito
Mas só vejo e sinto um tempo que se torna frio

Nos versos escritos nos cubos de gelo no copo
A dor é calculista, ela instiga-me, repulsa-me tanto
Preciso flutuar sem sobressalto no soalho da madeira

Da velha mansão abandonada que eu já tanto amei
Mas o brilho da escuridão cega-me e alucina-me
A mente, o corpo onde perco todas as minhas forças

Que levam-me a caminhar a travar uma dura batalha
Contra esta agonia que é um fragmento da perfeição
Tenho, preciso separar-me para encontrar os meus sonhos.

Num dia de chuva
Cai champanhe lá de cima
Entre as lágrimas soltas
Da cor da real ardósia
Já florida na serra

🌺🍁 🌻

Isabel Morais Ribeiro Fonseca
 
✿Preciso tenho de separar-me dos sonhos*

Janela num espaço repleto de sonhos🌻

 
Janela num espaço repleto de sonhos🌻
 
Num espaço repleto de sonhos
Ficaram apenas os espinhos
As sementes ficaram por plantar
Vistas de uma janela velha

Imagens difusas de um vidro partido
Um mundo de lembranças apagadas
Memórias escritas no silêncio presente
Tempo parado, porta fechada

No arrependimento há descanso e paz
Já fomos líricos e talvez loucos
Nesta loucura rendo-me à lucidez
Retrato perfeito de um encontro no deserto

Onde as lembranças são como palavras esquecidas
Não basta abrir a janela, a porta
É preciso abrir o coração, a alma para vermos o sol
Lágrimas espontâneas de um sonho sem espaço.

A vida é e será sempre
Uma longa jornada
Neste caminho curto.

👒🌻

Isabel Morais Ribeiro Fonseca
 
Janela num espaço repleto de sonhos🌻

Nem sei

 
Nem sei!

A noite é plena de beatitude
vejo os anjos de vela na mão
e sob aquele véu nublado, oiço
num coro suave, maravilhoso refrão.

Escutei enlevada aquele sonido
angélico, de uma virgem pureza.
Assim, vivi em áurea elevação
em toda a limpidez do Céu, a beleza!

Levantei o olhar em doce sorriso
senti aquele Amor pairar no ar
um aroma a incenso no Paraíso!

Nem sei! Se vi ou foi ideia alucinada
mas aquela imagem surreal
vem-me à memória, presenciada.
 
Nem sei

❈Como posso explicar *

 
❈Como posso explicar *
 
Como posso explicar o que escrevo
Se faço corar o sol e chorar a fonte
Se a terra cobiça-me o corpo
E as ervas daninhas me querem
De que vale sonhar se tenho pena de mim
E o inferno cobiça-me a mente
Na perfeita alucinação esta a minha
Onde agarrada viaja na pele e não me larga
Invocando as horas que talvez faltem da morte
Pois os mortos não falam e as flores secam
Como posso explicar se a vida passa num poema.

🌹╰⊱♥⊱╮
Isabel Morais Ribeiro Fonseca
 
❈Como posso explicar *

Eu nada sou, para lá desta dor, figueira da vida ❀༺♥

 
Eu nada sou, para lá desta dor, figueira da vida  ❀༺♥
 
Eu nada sou, para lá desta dor
Recolho os pedaços, fio das lembranças
Gritos na alma dos meus contos
Que são quadras de amor, de dor
Recomeço na figueira da vida
Já não tenho tempo para ilusões
Sei que a figueira que plantei
Olha-me entre as ramagens das suas folhas
Observa-me nesta minha quietude
Quietude onde agradeço todas as decepções
Em cada dificuldade e nos tombos dados
Que tive ao longo da minha vida
Sei que a figueira que plantei
Alberga agora um ninho de pássaros
Que as folhas veem-me entre os livros
Desfolham-se nas asas em lágrimas de pedra
Resguardo sem destino de sol e chuva
Envolto de nevoeiro nas palavras
Orvalho nos lábios das folhas da figueira
Que plantei com o recomeço sem ilusões.

💕❀༺♥¸.•* **

💕❀༺♥¸.•* **

Isabel Morais Ribeiro Fonseca
 
Eu nada sou, para lá desta dor, figueira da vida  ❀༺♥

Caminho vagueio por estas ruas acidentadas 👒

 
 Caminho vagueio por estas ruas acidentadas  👒
 
Vagueio por estas ruas acidentadas
Escuto o som das algemas da mente
Onde o amor mudo roía-me desde dentro
E mastigava as flores de todos os sorrisos

O vento que uiva voa invisivelmente
Rasga a alma sombria com o pranto do dia
E veio a noite verter as lágrimas do céu
Para poder morder as palavras já escritas

Desfazendo a carne sem deixar os ossos
Âmago olhar imortal na calma do silêncio
Sombra inércia perde-se no nada dentro da íris
Nos submersos movimentos que a poesia penetra

Viver é uma luta diária
Entre tristezas
Risos e felicidade

🦋👒
Isabel Morais Ribeiro Fonseca
 
 Caminho vagueio por estas ruas acidentadas  👒

Sou assim

 
Sou assim

Um milagre da Natureza
como qualquer criatura
se estou aqui neste mundo
nosso Deus, assim o quis,
que vivesse esta aventura.

Epopeia de felicidade,
e saltos de trampolim
com pulos, reviravoltas
onde mantive um sorriso,
quero cair em pé, por fim.

Numa fofa nuvem branca,
Descansando, mãos postas,
com os olhos lacrimejantes
ao ver tantas estrelas brilhando
e flores frescas, não mortas!

Helena
 
Sou assim

SINAIS

 
SINAIS
 
Celebrei o amor tantas vezes
que desse ato contumaz
perdi a conta...

oh!...pobre ingenuidade
enclausurado o olhar de dentro
não enxergou os sinais do adeus
sob a túnica da credulidade
camuflado pelo fogo do desejo
no entusiasmo da hora...

apesar de esquartejar-me
os punhais da lucidez de agora
eu me refaço
o tempo há de me devolver
um a um,os meus pedaços!

Maria Lucia (Centelha Luminosa)
 
SINAIS

Quimeras Coloridas

 
Quimeras Coloridas
 
Quimeras Coloridas
by Betha Mendonça

paro ante esses olhos,
que me veem e seguem,
pontos de interrogações,
e exclamações de pé.

esses que me sabem,
e moldam de versos,
com letras de seduzir,
induzir e colorir.

respostas com tintas,
de me fazerem ser,
tempos diferentes,
nos relógios de areias,
que deslizam por mim.

e essas quimeras multicores,
de que tenho as mãos cheias,
lanço nesses teus olhos,
que me veem e seguem,
de má, só para te confundir.

*Imagem tumblr
 
Quimeras Coloridas

Adjetividade

 
Eram casos adjetivos,
Firmes soluções advogadas com a rispidez de velhos astutos,
Escritas sem tintas que se apagassem,
Mas antes com as certezas possíveis,
Auscultadas com teorias espessas,
E todas por inventar,...

Nunca cerceada,
Esta era uma realidade aos poucos escrita,
Aos poucos confirmada,
Só se possível desmentida pelo coração que,
A medo,
Saltava na praça onde os velhos astutos,
Cavavam rotas com a precisão imprecisa do final dos tempos
 
Adjetividade

Sinto-me perdida nos lençóis de seixos e pedras 🍁

 
Sinto-me perdida nos lençóis de seixos e pedras 🍁
 
Sinto-me perdida nos meus lençóis de seda
Onde tudo é suave e envolvente em contrastes
Venho do ventre de minha mãe do barro escuro

Sem fazer mal a ninguém ou roubar coisa alguma
Apenas aprendi da vida o que ela não me ensinou
Aprendi a ver, a sentir, a cheirar, a tocar, a sentir

Através do desbotar das flores em cores lavadas
Pelas lágrimas da chuva, a sorrir e nas folhas a cair
Escondo o coração num abrigo da forte tempestade

Um corpo que deambulante ao acaso na sentida alegria
Que vive todos os dias num ser amado da felicidade
Por isso quando eu morrer já não me pesará a terra

De seixos, de pedras, de fragas, das flores que alguém
Terá deixado frescas ou secas, quem sabe, eu não sei
Eu sei que venho do barro escuro, da terra fértil talvez

Assombrada, esquecida do ventre da minha querida mãe.

Sou um verme de uma flor
que morre sozinho entre as folhas
terra florida de um jardim

🌷🍁

Isabel Morais Ribeiro Fonseca
 
Sinto-me perdida nos lençóis de seixos e pedras 🍁

Guardo no meu peito 💖

 
Guardo no meu peito 💖
 
Guardo no meu peito
Na alma uma colcha de seda

Feita em silêncios de orvalhos
Guardados na ilusão de um dia

Retalhos das noites perdidas
Palavras carregadas de dor

Da minha alma, onde desfaço-me
Nos teus braços com desejo

Onde chove um sorriso
Que confundem-se do teu o meu desejo.

💖
Isabel Morais Ribeiro Fonseca
 
Guardo no meu peito 💖

A noite é tão segura é tão escura de ilusões🌹

 
A noite é tão segura é tão escura de ilusões🌹
 
A noite é tão segura
É tão escura de ilusões
Fantasma de um passado
De lágrimas e emoções
Só tu, oh noite
Conheces o meu sofrimento
E podes aliviar a minha dor
Para deixar o vento
O vento colher as minhas flores
Deixo o tempo consumir a minha dor
Oh noite tão segura
Tão escura de ilusões
Só tu, oh noite conheces a minha dor.

Só a lua é cheia de ilusão
numa noite escura
🌹
Isabel Morais Ribeiro Fonseca
 
A noite é tão segura é tão escura de ilusões🌹

Sou talvez uma sombra esquecida de mim mesma✿

 
Sou talvez uma sombra esquecida de mim mesma✿
 
Quem sou eu?
Uma sombra esquecida de mim mesma
Afogada de dor, na escuridão
Desta podridão da sociedade
Consumista, corrupta
Que sou eu?
Cada vez mais sozinha
Com medo da vida
Com medo de viver
À beira do poço cheio
De água funda, profunda
Gelada, fria
Olho-me ao espelho e não sei
Quem sou, vejo os meus olhos
Que não são os meus, secos, vazios
Como se visse a minha alma a arder
Nas trevas a pedir socorro, ajuda
Quem sou eu?


Isabel Morais Ribeiro Fonseca
 
Sou talvez uma sombra esquecida de mim mesma✿

Ela é uma malagueta triste 🌺

 
Ela é uma malagueta triste 🌺
 
Ela é uma malagueta triste
Com coração, com amor
Que confessa desejar amar

Qualquer que seja o tempero
Feito no calor da paixão
Sente saudades no coração

Sufocado, picante guardado
No seu próprio duro despertar
Silêncio de gestos no paladar

Das palavras que perdem sentido
Palato da poesia repleta de emoção
Amor de sentimentos completos

No nosso coração dos que amam
O forte paladar de todas as emoções
Plantadas nos corações dos amantes.

💘
Isabel Morais Ribeiro Fonseca
 
Ela é uma malagueta triste 🌺

Suspiro enigmático vejo-te no meu pranto 🌻

 
Suspiro enigmático vejo-te no meu pranto 🌻
 
Suspiro enigmático
Vejo-te no meu pranto
E não me espanto
Sou sombra, sem culpa
Do amor que sinto
Contorno as letras
Escritas, lidas
Dos meus impulsos diários
Poema elástico de uma flor
Revestida de amor
Para amar na sua dor
Inventa palavras
Levadas pelo vento
Na imensidão do tempo
Eterno ou talvez moderno.

O tempo não espera
muito menos a vida
que floresce bela

🌺🍁 🌻
Isabel Morais Ribeiro Fonseca
 
Suspiro enigmático vejo-te no meu pranto 🌻

Papoilas

 
 
Dói demais a voz como uma escultura,
Mas se dói agora serve de leitura;
Dói as lágrimas engolidas pelos olhos.
E os ópios percebidos na pintura?

Dói, não dói? Dói, não dói? Dói, não dói?
Eu conheço essa dor que dói mas não dói!
Dói mais que um ferimento em carne viva
Como tulipas dilacerando de feição criativa.

Campos pintalgados de uma beleza incalculável
Cheios de tons cativantes mas é tudo mentira
Todas as papoilas intimamente encobrem mentira;
É tudo mentira, mentira, mentira insuportável.

Ana Carina Osório Relvas/A.C.O.R

https://acor13.blogspot.com/2017/09/do ... mo-uma-escultura-mas.html
 
Papoilas

o brilho triste da distância

 
distante vives
como uma estrela
por traz do céu

do corpo apenas o brilho
é tocado com olhar...

cintila como se por perdão
por se ficar distante,
por não ter como doar-se
a quem o deseja
como amante

se te aproximas mais um pouco...
serás um risco cadente

(riscando meu olhar noturno
que se fica sempre a te procurar
no escuro)

e apenas deixarias meu mundo
decadente
... em fragmentos

querer não é poder...
 
o brilho triste da distância

Poema convencido

 
sei que me queres engolir
com essa boca amarga de tempo
queres sentir deslizando na língua
meu suco de sulcos
e vais conseguir
pois te entregarei um merengue de dor
com cobertura de amor
e só porque rimou
degustarás
apreciando a lua
valsar com estrelas
rasgarás o peito de tanto
beber o que te dou
sem perceber que não
há pontos nem virgulas
nem sequer um travessão
para ser ponte
entre o real e a ilusão
e ainda irás suspirar no fim
dizendo como é belo
esse chavão
estendendo o copo
pedirá bis
como se eu estivesse
te fazendo
feliz
 
Poema convencido

Alma (Contando Estrelas)

 
Das fugazes paixões,
ilusões que busco...
tal como meus olhos
percorrendo este céu:
quanto mais estrelas
eles tentam alcançar,
mais percebo...
quão maior é o vazio entre elas!

Mas inquieta a alma voa,
ignora o espaço,
mal conta mais uma...
e já parte pra outra.

(Ilusões?!
Mas o que seria do céu sem elas?!
Ou de mim sem estrelas?!... Ah!)
 
Alma (Contando Estrelas)