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Poemas de ilusão

Seleção dos poemas, frases e mensagens mais populares da categoria poemas de ilusão

Nem sei...

 
Nem sei!

A noite é plena de beatitude
vejo os anjos de vela na mão
e sob aquele véu nublado, oiço
num coro suave, maravilhoso refrão.

Escutei enlevada aquele sonido
angélico, de uma virgem pureza.
Assim, vivi em áurea elevação
em toda a limpidez do Céu, a beleza!

Levantei o olhar em doce sorriso
senti aquele Amor pairar no ar
um aroma a incenso no Paraíso!

Nem sei! Se vi ou foi ideia alucinada
mas aquela imagem surreal
vem-me à memória, presenciada.
 
Nem sei...

"daquele verso que te acredita,"

 
 
"(...)mas confia em meu amor."

(Hamlet) Ato II, Cena II

eis-me ao incêndio e ao obsceno! sou eu, isento deste posto!
não me serve a anda.. ou lâmina, ou carta, infâmia, ou fogo
que te é e que te segue.. e atreve-se a tê-la entre aos dentes
eis-me..! tanto cego, exposto, deposto, pouco, teu e sempre.

meu palco de muros tão altos! e não deixei ninguém ver!
abre-te! ó, casa preferida! é teu,(este!) o exercício de cair
é início! é fixo sacrifício que não entrego em curva por vir..
a dormir, o exercício! da compulsão por ter e não poder.

tempos e versos por teu nome que, aqui não mais existe
além de noites fictícias, das tempestades e das canções
além de histórias inventadas por desfiarem-se opções

da ilusão sem sentido em todas as coisas que nunca disse
guerra inútil que perdi e do meu corpo estirado e, cego..
tantas vezes eu quis te gritar, meu amor! longe, tão perto..

..sempre, sempre e neste credo!
 
"daquele verso que te acredita,"

SINAIS

 
SINAIS
 
Celebrei o amor tantas vezes
que desse ato contumaz
perdi a conta...

oh!...pobre ingenuidade
enclausurado o olhar de dentro
não enxergou os sinais do adeus
sob a túnica da credulidade
camuflado pelo fogo do desejo
no entusiasmo da hora...

apesar de esquartejar-me
os punhais da lucidez de agora
eu me refaço
o tempo há de me devolver
um a um,os meus pedaços!

Maria Lucia (Centelha Luminosa)
 
SINAIS

Quimeras Coloridas

 
Quimeras Coloridas
 
Quimeras Coloridas
by Betha Mendonça

paro ante esses olhos,
que me veem e seguem,
pontos de interrogações,
e exclamações de pé.

esses que me sabem,
e moldam de versos,
com letras de seduzir,
induzir e colorir.

respostas com tintas,
de me fazerem ser,
tempos diferentes,
nos relógios de areias,
que deslizam por mim.

e essas quimeras multicores,
de que tenho as mãos cheias,
lanço nesses teus olhos,
que me veem e seguem,
de má, só para te confundir.

*Imagem tumblr
 
Quimeras Coloridas

Elegia do pecado

 
Elegia do pecado

Não sei se é mea culpa
Mas, pecador me confesso
Advogando em causa própria
Meu destino, minha sina
À mercê do teu olhar

A sorte não me bafeja
Recebo eu de bandeja
Alguém que não sei amar

Em ti vejo qual sereia
que no mar serpenteia
cantando p’ra me encantar

Não sou mais dono da razão
Já me sinto a naufragar
Porquanto o meu coração
Iça o mastro da paixão
Somente para te conquistar

Maria Fernanda Reis Esteves
57 anos
natural: Setúbal
 
Elegia do pecado

"(e-a minha carne é a legião que frequenta o seu esboço..)"

 
 
“Quem, tendo um coração para amar e nesse coração a coragem suficiente para tornar conhecido o seu amor, teria podido conter-se?”

(Macbeth)

seu nome me condena ao deserto, restar
ela é porta que não atravesso! (quero ficar!)
uma. leve carga de hesitação aparente
por um. desvio deste teatro dormente

e ela não me vê e eu acho outro modelo
ela não me sabe e também torna-se erro.
todas as mesmas inclinações e volto a cair,
na linha de uns olhos que a pedem pra sair

é. a primeira ilusão da noite. todo este fim!
em condução e arremesso livre de mim
é. a maneira errada de uma aproximação

o pouco acaso sem trato, nem tato ou chão.
eu. caio. e quero cair em tudo que a insistir!
eu. digo: é minha fé cadente e dela, a servir
 
"(e-a minha carne é a legião que frequenta o seu esboço..)"

"para te ser este lado,"

 
 
"Mesmo que sejas tão casta quanto o gelo, e tão pura quanto a neve, não escaparás(...)"

(Hamlet) Cena I, Ato III

livre-me de vê-la e não tê-la sob meus dentes
me priva da dor de nunca sabê-la, de repente
verdade que não pode negar-se ao que te fiz..
lei de te nomear! quando rima, quando te diz

ilusão de um conforto ameno em provoca-la
cala-me entre os meus desígnios de escada,
cada carta. de cada asa caída que te serviu.
à linha. a minha cura de virar esta rima, ruiu

e agora. te devora tão longe quanto não ser
águas me caiam aos montes de fome a crer
era um conto de dizê-la, e acabou-se à aurora

da prévia de quantos dias vestiriam a sua obra
e. descer em palavra tentada! devolver o céu
das mesmas proporções impávidas e este réu!
 
"para te ser este lado,"

"Sede,"

 
 
"Nossos corpos são nossos jardins, cujos jardineiros são nossas vontades."

(Otelo) Ato I - Cena III

a iniciar essa contagem..
por demarcação, e. impureza de revirar e abster
ao enumerado compasso de centeio
posto. que desta fome e deste campo:
apropriação..

premissa da noite ruidosa
à camada de hades. pois, (acima..)não te sei
é verdade..? aos meus ouvidos pré-cadentes?
à mesa e à carne que te juntam..?
desde-sempre?
e te informam.. às vezes e em léxicas-transgressões?

pós.
cortina de um acto-desuso(é.)
ou transparência.
casa-criada da que te culpo. em teu único(mito)-desaguar..
à maciez. da seda que rasgo
à produção, em excesso do teu canto virginal
(ei,)

- ferve!!

qual arrebate de asas e febre
ferve(cá..) ao enunciado corpo por oríficio ousado que te suaviza
às marcas de mãos, e pelos e iscas(e chaves, e ventre..)
à tua lingua-lasciva que te devora os dentes..
e
à
vontade. que te escorre
e corre,
e
desce. de
ti..

é. um ensaio da pós-avenida
à lente progressiva
e,

por salto de visão:
saída..

ah, eu não penso dizer-te!
por tão pouco aço presumido(ou a quê)
ah eu não sonho por entreter-te
em valsa que apresse o ar(ou a te descer)

e largarei estas páginas..
ao meu pensamento único(solto e vão)
porque não servem-me ávidas
não me servem ao teu exercício(e a criação)

então, eu te renego, três vezes, até
à cópula do fogo, do corpo, de um verso qualquer
oh! letra que te diz um terço..

então, é à ceia repente em terra-comum
o meu culto de credos, de êxito, lugar-nenhum
mas.. oh, sede que te ofereço!!
 
"Sede,"

Alma (Contando Estrelas)

 
Das fugazes paixões,
ilusões que busco...
tal como meus olhos
percorrendo este céu:
quanto mais estrelas
eles tentam alcançar,
mais percebo...
quão maior é o vazio entre elas!

Mas inquieta a alma voa,
ignora o espaço,
mal conta mais uma...
e já parte pra outra.

(Ilusões?!
Mas o que seria do céu sem elas?!
Ou de mim sem estrelas?!... Ah!)
 
Alma (Contando Estrelas)

Solamente

 
    Solamente
 
Yo solamente yo
Tan solita como nací
Sin saber donde estaba
Tan sola de mí

Los primeros pasos
Amparada, separada,
De los males
Sin la angustia, sin miedo

Con ojos cobiertos
No ver los dibujos
Ni el embrujo
Cuanta inocência!

Sí es mi nombre
Inocência! La tonta.

Nereida

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    Solamente

Sou assim

 
Sou assim

Um milagre da Natureza
como qualquer criatura
se estou aqui neste mundo
nosso Deus, assim o quis,
que vivesse esta aventura.

Epopeia de felicidade,
e saltos de trampolim
com pulos, reviravoltas
onde mantive um sorriso,
quero cair em pé, por fim.

Numa fofa nuvem branca,
Descansando... mãos postas,
com os olhos lacrimejantes
ao ver tantas estrelas brilhando
e flores frescas, não mortas!

Helena
 
Sou assim

Papoilas

 
 
Dói demais a voz como uma escultura,
Mas se dói agora serve de leitura;
Dói as lágrimas engolidas pelos olhos.
E os ópios percebidos na pintura?

Dói, não dói? Dói, não dói? Dói, não dói?
Eu conheço essa dor que dói mas não dói!
Dói mais que um ferimento em carne viva
Como tulipas dilacerando de feição criativa.

Campos pintalgados de uma beleza incalculável
Cheios de tons cativantes mas é tudo mentira
Todas as papoilas intimamente encobrem mentira;
É tudo mentira, mentira, mentira insuportável.

Ana Carina Osório Relvas/A.C.O.R
 
Papoilas

o brilho triste da distância

 
distante vives
como uma estrela
por traz do céu

do corpo apenas o brilho
é tocado com olhar...

cintila como se por perdão
por se ficar distante,
por não ter como doar-se
a quem o deseja
como amante

se te aproximas mais um pouco...
serás um risco cadente

(riscando meu olhar noturno
que se fica sempre a te procurar
no escuro)

e apenas deixarias meu mundo
decadente
... em fragmentos

querer não é poder...
 
o brilho triste da distância

"Eco,"

 
 
"(...)mas confia em meu amor."

(Hamlet) Ato II, Cena II

diga-me o que quer ouvir..
ora, por resposta considerada, hora vaga
diga-me
o que quer ouvir.

por enlace deste apto recado
ao entrave da música que te re-posiciona
mero acto de dentes e peles
mero lado que leve daqui..

ora,

diga-me. o que posso despir-te
onde calmamente esperarei em cada conduta..
em dado momento de conforto
aos esboços conjugados
meras rimas estiradas
em

tais linhas aos rasgos..
aos
poucos

diga-me o que quer sentir
mesmo se uma tentação ilusória
qual estória de fadas em lençóis que te permeeiam
ao laço que te veste
em prato que te deito

diga-me onde ir, e ficarei, eu..(fico)

não te serei tão longe, assim..
nem a mim
nem
aqui.

(...)uma luta qualquer de lépidos cortes vís
uma soma de glórias ufanas e não-pertencidas
ou libras de dados inconsequentes, mas

ainda assim, é. o próximo-pacto de corpo que me detém em(...)
 
"Eco,"

Degelo

 
 
Apenas no calor do momento
Não sei porque desejo ser gelo
Já que esse é o primeiro a derreter
Fala sério, coração fragelo
Atraio amores impossíveis
Viro mar amarelo
Quando desejo ser rocha
Alguém aplica o golpe certo e...
 
Degelo

Poema convencido

 
sei que me queres engolir
com essa boca amarga de tempo
queres sentir deslizando na língua
meu suco de sulcos
e vais conseguir
pois te entregarei um merengue de dor
com cobertura de amor
e só porque rimou
degustarás
apreciando a lua
valsar com estrelas
rasgarás o peito de tanto
beber o que te dou
sem perceber que não
há pontos nem virgulas
nem sequer um travessão
para ser ponte
entre o real e a ilusão
e ainda irás suspirar no fim
dizendo como é belo
esse chavão
estendendo o copo
pedirá bis
como se eu estivesse
te fazendo
feliz
 
Poema convencido

"um nada, aparente."

 
 
"Duvida da luz dos astros, de que o Sol tenha calor, duvida até da verdade, mas confia em meu amor."

(Hamlet) Ato II, Cena II

ainda que não me queira, que tanto te seja este mar
ainda que te levem e aos teus lados, te persistam
ainda que eles te comparem, ah.. nada há, além-mar!!
ainda que falem às letras e formas de dizer-te, existam

ainda que teus olhos queiram afastar-me do ir de ti
ainda que me faltem os sentidos dessa tela de mar
eu existirei aos modos em descer-te e subir-te daqui
ainda que você me desistir, eu irei às coisas de mar..

não haverá rima que te seja! espaço ou lugar exato
pois é teu direito, este reino-efeito dos que te amam
ei-los, meu amor.. a verem-te através de mim e alto

eis as tuas redes nestes caminhos à sina que te guardei
pois te faz curva, degrau caído às linhas que te inflamam
não haverá outro, que não o teu. que te fiz, destruí, e amei
 
"um nada, aparente."

"o crente,"

 
 
"Mesmo que sejas tão casta quanto o gelo, e tão pura quanto a neve, não escaparás(...)"

(Hamlet) Cena I, Ato III

da minha cena vã que desdigo. ora, nesta negação..
da corda que te balança às todas vezes por deserção
é também, o alto preço de não mais desviar-me dela
quando em cantos aquecidos da pele e desta guerra

quero dizer-lhe à palavra calada! descida. chão!
eu quero ser a dúvida. errar. e, em exceção..
por lima que alimenta-se ao hábito de desejar..

chamar-me-ei por dissende de, por cá, voltar
qual luz em volta dos olhos que te pretendem
pra então, meu amor, ir à frente dos que te tentem

eu quero.. e serei em metade do seu caminho,
à vil pena de condenação nas linhas que oprimo
eu sei.. que a mentira torna-se auxílio e linha de boca
e, por hora rota, sim! eu a ouvirei e o mais que se foda!

..por ora, eu. tornarei-me em acreditar..
 
"o crente,"

Quando Deus Escreve para Analfabeto

 
Quando Deus Escreve para Analfabeto
 
Soaroir
5/9/14

Meu Deus, meu Deus...
O que me escreveste?
Por Ti, ensina-me a ler...

Somos, muitas vezes, analfabetos para ler o que Deus escreve para a gente...
 
Quando Deus Escreve para Analfabeto

"soneto de cada parte,"

 
 
“Junto de vós todo o universo está comigo. Como podeis então dizer que estou só, quando o mundo inteiro aqui está para me ver?”

(Sonho de uma noite de verão)

e, ainda(é)..

sede! além da paz e esperança! além do que poderia
sede em sonhos e pecados, deixados.. à vil poesia
este! quem te traz à lembrança, em palco desigual
este conto deitado e enterrado qual pacto final

por descer-te à metade de um inferno operante
por exceder-te em vontade, o seu servo infame
à minha porta do inferno entre-aberta que a existiu
pois te faço nome ao insone conto do teu laço-perfil

meu credo caído, livro corrompido! sede que te nega
porque desce e sobe! ocupa todo este maldito lugar!
é, isso! meu inferno até o início inserido de te versar

corda do balançar enfermo, açoite do vento em regra
das moradas e resenhas do teu solto hábito, e. supor
ao apelo que te prego em quadro coberto, meu amor!
 
"soneto de cada parte,"