https://www.poetris.com/

Poemas de ilusão

Seleção dos poemas, frases e mensagens mais populares da categoria poemas de ilusão

Nem sei...

 
Nem sei!

A noite é plena de beatitude
vejo os anjos de vela na mão
e sob aquele véu nublado, oiço
num coro suave, maravilhoso refrão.

Escutei enlevada aquele sonido
angélico, de uma virgem pureza.
Assim, vivi em áurea elevação
em toda a limpidez do Céu, a beleza!

Levantei o olhar em doce sorriso
senti aquele Amor pairar no ar
um aroma a incenso no Paraíso!

Nem sei! Se vi ou foi ideia alucinada
mas aquela imagem surreal
vem-me à memória, presenciada.
 
Nem sei...

Papoilas

 
 
Dói demais a voz como uma escultura,
Mas se dói agora serve de leitura;
Dói as lágrimas engolidas pelos olhos.
E os ópios percebidos na pintura?

Dói, não dói? Dói, não dói? Dói, não dói?
Eu conheço essa dor que dói mas não dói!
Dói mais que um ferimento em carne viva
Como tulipas dilacerando de feição criativa.

Campos pintalgados de uma beleza incalculável
Cheios de tons cativantes mas é tudo mentira
Todas as papoilas intimamente encobrem mentira;
É tudo mentira, mentira, mentira insuportável.

Ana Carina Osório Relvas/A.C.O.R
 
Papoilas

o brilho triste da distância

 
distante vives
como uma estrela
por traz do céu

do corpo apenas o brilho
é tocado com olhar...

cintila como se por perdão
por se ficar distante,
por não ter como doar-se
a quem o deseja
como amante

se te aproximas mais um pouco...
serás um risco cadente

(riscando meu olhar noturno
que se fica sempre a te procurar
no escuro)

e apenas deixarias meu mundo
decadente
... em fragmentos

querer não é poder...
 
o brilho triste da distância

Quimeras Coloridas

 
Quimeras Coloridas
 
Quimeras Coloridas
by Betha Mendonça

paro ante esses olhos,
que me veem e seguem,
pontos de interrogações,
e exclamações de pé.

esses que me sabem,
e moldam de versos,
com letras de seduzir,
induzir e colorir.

respostas com tintas,
de me fazerem ser,
tempos diferentes,
nos relógios de areias,
que deslizam por mim.

e essas quimeras multicores,
de que tenho as mãos cheias,
lanço nesses teus olhos,
que me veem e seguem,
de má, só para te confundir.

*Imagem tumblr
 
Quimeras Coloridas

Poema convencido

 
sei que me queres engolir
com essa boca amarga de tempo
queres sentir deslizando na língua
meu suco de sulcos
e vais conseguir
pois te entregarei um merengue de dor
com cobertura de amor
e só porque rimou
degustarás
apreciando a lua
valsar com estrelas
rasgarás o peito de tanto
beber o que te dou
sem perceber que não
há pontos nem virgulas
nem sequer um travessão
para ser ponte
entre o real e a ilusão
e ainda irás suspirar no fim
dizendo como é belo
esse chavão
estendendo o copo
pedirá bis
como se eu estivesse
te fazendo
feliz
 
Poema convencido

Quando Deus Escreve para Analfabeto

 
Quando Deus Escreve para Analfabeto
 
Soaroir
5/9/14

Meu Deus, meu Deus...
O que me escreveste?
Por Ti, ensina-me a ler...

Somos, muitas vezes, analfabetos para ler o que Deus escreve para a gente...
 
Quando Deus Escreve para Analfabeto

"o Lado de lá,"

 
 
"(...)Estranha é a noite em que estrelas negras sobem
E estranhas luas o céu percorrem
Mas ainda mais estranha é a
Perdida Carcossa(....)"

(O Rei de Amarelo - Ato 1 - Cena 2)

onde dorme?(onde?)
onde retorna à tua crise de abscindir-te?(onde?)
onde serve-me: o sal desta água em colheita e-a letra feita de mar..?
onde vale-me o sol deposto, e
os dias e fins?

à temperatura revista
quadro a quadro qual em transe, me inflamei
e
deitei. (todas)as minhas mãos em riscos
aos meus tempestivos rumores de falha
ah, eu me culpei..
e
ainda, tão crente,
te (per)fiz..

tão-exatamente, assim.
imperceptível aos meus lados compulsórios
(em hora carregada de outras manhãs..)
minhas fugas sob rodas
em faróis ao alto
e

à queda.
por vésperas(sequentes) da alvorada que detem a tua imagem(então,)
eu
não

me lembrarei.

hah, sonho-quisto..
- defenda-se!!
 
"o Lado de lá,"

Valores

 
 
Que valores temos para alguém!
se somos meras palavras trancadas
Que valor o amor têm?
Do que adianta dizer se seus olhos não querem entregar o que sentes também.
Que valores o coração têm?
Parece relógio desconsertado com ponteiro quebrado,parado no tempo, sem função.
Que valor o amor têm?
Onde as pessoas vem e vão com medo de entregar o coração.
Não posso dizer se vejo que esta flecha venenosa atinge o peito matando a esperança e fazendo sofrer!
Mas que valores têm o amor?
Eu serei o que tu quiser que eu seja.
Falarei o que quer que eu diga
Valores que pra ti eu ensinei.
Faz o seguinte, quero que saiba que no fundo bem no fundo eu sempre te amarei!

Que valores temos para alguém?
 
Valores

Amei-Te um Dia…

 
Amei-Te um Dia…
Amei-te, desesperadamente,
sôfrego de te sentir meu ser.
Amei-te, mulher, no esplendor
total da tua maturidade.
Amei-te, menina, docemente,
abri-te como livro a reler.
Bebi cada estrofe com frescor
de água refrescante da vontade.

Amei-te sempre d' alma exposta
aos perigos da perda sem futuro,
em avidez seca e esgotante,
Amei-te, louco, por compaixão.

Amei no desprezo, sem resposta -
silêncio atroz - esbarrei no muro
de masmorras frias, sufocantes
da indiferença, sem compaixão.

Amei-te mesmo nesse negar,
de ti para mim, acusador
de erros cometidos, de traição,
mentiras fúteis, promessas vãs,
que teu ego teimou inventar.

Amei-te, poeta sonhador,
respeitei-te na contemplação
de outras querelas temporãs.

Hoje? O Hoje não existe mais;
nem sonhos, nem pesadelos,
felicidades ou mais venturas.
Finaram-se os poemas de amantes.
O olhar já não implora,
a boca, cerra-se e silencia ais,
e mãos que não se tocam,
prenhas de raiva e de desventuras...

Amar? Hoje? Só como farsa dramática!

Lisboa, 26/05/2015
 
Amei-Te um Dia…

Meu destino é partir... E Chegar!

 
Meu destino é partir... E Chegar!
 
Meu destino é partir... E Chegar!
by Betha Mendonça

Vivo ao sopro dos tépidos ventos,
Que mudam os cursos das marés,
E as direções das pipas de cores,
Dos retalhos destes muitos sonhos.

Não fico por ser do meu destino,
Partir e estar sempre a chegar!

Levo-te comigo por cada canto,
Das ilusões que vou despejando,
Passo a passo desse caminho frio,
Tão triste e árido que orno de ti.

Julgas-me, condenas-me e punes-me:
Não posso defender-me por ser eu!

Porque minha existência inquieta,
Já me condena além dos teus olhos,
Que me descreem e exigem provas,
De quanto te quero e se somos reais.

*Imagem Google
 
Meu destino é partir... E Chegar!

Sou assim

 
Sou assim

Um milagre da Natureza
como qualquer criatura
se estou aqui neste mundo
nosso Deus, assim o quis,
que vivesse esta aventura.

Epopeia de felicidade,
e saltos de trampolim
com pulos, reviravoltas
onde mantive um sorriso,
quero cair em pé, por fim.

Numa fofa nuvem branca,
Descansando... mãos postas,
com os olhos lacrimejantes
ao ver tantas estrelas brilhando
e flores frescas, não mortas!

Helena
 
Sou assim

SINAIS

 
SINAIS
 
Celebrei o amor tantas vezes
que desse ato contumaz
perdi a conta...

oh!...pobre ingenuidade
enclausurado o olhar de dentro
não enxergou os sinais do adeus
sob a túnica da credulidade
camuflado pelo fogo do desejo
no entusiasmo da hora...

apesar de esquartejar-me
os punhais da lucidez de agora
eu me refaço
o tempo há de me devolver
um a um,os meus pedaços!

Maria Lucia (Centelha Luminosa)
 
SINAIS

"daquele verso que te acredita,"

 
 
"(...)mas confia em meu amor."

(Hamlet) Ato II, Cena II

eis-me ao incêndio e ao obsceno! sou eu, isento deste posto!
não me serve a anda.. ou lâmina, ou carta, infâmia, ou fogo
que te é e que te segue.. e atreve-se a tê-la entre aos dentes
eis-me..! tanto cego, exposto, deposto, pouco, teu e sempre.

meu palco de muros tão altos! e não deixei ninguém ver!
abre-te! ó, casa preferida! é teu,(este!) o exercício de cair
é início! é fixo sacrifício que não entrego em curva por vir..
a dormir, o exercício! da compulsão por ter e não poder.

tempos e versos por teu nome que, aqui não mais existe
além de noites fictícias, das tempestades e das canções
além de histórias inventadas por desfiarem-se opções

da ilusão sem sentido em todas as coisas que nunca disse
guerra inútil que perdi e do meu corpo estirado e, cego..
tantas vezes eu quis te gritar, meu amor! longe, tão perto..

..sempre, sempre e neste credo!
 
"daquele verso que te acredita,"

Elegia do pecado

 
Elegia do pecado

Não sei se é mea culpa
Mas, pecador me confesso
Advogando em causa própria
Meu destino, minha sina
À mercê do teu olhar

A sorte não me bafeja
Recebo eu de bandeja
Alguém que não sei amar

Em ti vejo qual sereia
que no mar serpenteia
cantando p’ra me encantar

Não sou mais dono da razão
Já me sinto a naufragar
Porquanto o meu coração
Iça o mastro da paixão
Somente para te conquistar

Maria Fernanda Reis Esteves
57 anos
natural: Setúbal
 
Elegia do pecado

Alma (Contando Estrelas)

 
Das fugazes paixões,
ilusões que busco...
tal como meus olhos
percorrendo este céu:
quanto mais estrelas
eles tentam alcançar,
mais percebo...
quão maior é o vazio entre elas!

Mas inquieta a alma voa,
ignora o espaço,
mal conta mais uma...
e já parte pra outra.

(Ilusões?!
Mas o que seria do céu sem elas?!
Ou de mim sem estrelas?!... Ah!)
 
Alma (Contando Estrelas)

"soneto de cada parte,"

 
 
“Junto de vós todo o universo está comigo. Como podeis então dizer que estou só, quando o mundo inteiro aqui está para me ver?”

(Sonho de uma noite de verão)

e, ainda(é)..

sede! além da paz e esperança! além do que poderia
sede em sonhos e pecados, deixados.. à vil poesia
este! quem te traz à lembrança, em palco desigual
este conto deitado e enterrado qual pacto final

por descer-te à metade de um inferno operante
por exceder-te em vontade, o seu servo infame
à minha porta do inferno entre-aberta que a existiu
pois te faço nome ao insone conto do teu laço-perfil

meu credo caído, livro corrompido! sede que te nega
porque desce e sobe! ocupa todo este maldito lugar!
é, isso! meu inferno até o início inserido de te versar

corda do balançar enfermo, açoite do vento em regra
das moradas e resenhas do teu solto hábito, e. supor
ao apelo que te prego em quadro coberto, meu amor!
 
"soneto de cada parte,"

Rugas

 
Rugas

Aparecem,
que pensar mais,
são estradas
percorridas. Sinais.
Bem sinalizadas
umas mais largas
umas outras
mais apertadas.
Boas condutoras...
vão reagir
com muita cautela
a conduzir.
A mão insegura
e a cantarolar
espreitam o espelho
que as está a olhar!
Então param…
estação de serviço
compram mezinhas
contra o enguiço.
Compram magia
e a moça contente
lá faz uns euritos
com toda a gente.
O espelho desata a rir
e diz ao ver estas fugas…
tolas, como é bom sinal
ganhar essas rugas!

Vólena
 
Rugas

Passos

 
Passos
by Betha M. Costa

ah, passos...
promesseiros sem fé
posseiros da planta do pé

presos ao cimento das horas
nem o todo nem as sobras

do que nunca foi e nem é...
 
Passos

Mágoas

 
Fizesse chuva ou sol,
lá estavam as máscaras.

Domavam os dias,
douravam a tarde.

O tempo mudou.
Uma chuva fina
regava as flores...

Relâmpagos
riscavam o céu
e o chão

azulavam as pedras.

Ainda existe
reflexos do amor
na transparência
das mágoas.
 
Mágoas

Ainda

 
 
Ainda
embora eu tenha chegado tarde
eu posso sentir teu calor
enquanto meu corpo esfria
e ao longo do caminho para a casa
deixei um coração vazio na esquina
tantos sonhos que se perderam
tantas frases ditas em meio a sussurros
tantos segredos
tanta paixão
nada mais é como antes
falamos coisas sem sentido
brigamos
nos culpamos pelo que deixamos acontecer
entre nós
e mesmo assim
ainda assim
nos amamos

Ainda!
 
Ainda