Poemas, frases e mensagens de Spranger

Seleção dos poemas, frases e mensagens mais populares de Spranger

O amor existe?

 
O amor existe?
 
Vi uns olhos,
Uns olhos puros e molhados.
Uma questão é feita
Mas de momento não respondi.

Repete a interrogação.
- O que é o amor?
- Algo sentido no coração.
Respondi do meu interior.

- O que é a eternidade?
- Um poço sem fundo.
Uma desigualdade no espaço tempo.
Um dia acabara, chegará o fim do mundo.

Estes mesmos olhos,
Surpreendidos e emocionados,
choravam incomodados.
- O amor realmente existe?

- Sim.
O amor é o sentimento dominante,
Controla-nos assim.
Descobrimos o amor,
és a minha rainha, és a minha amante.

O mundo vai-se extinguir,
Mas até que acabe...
Vive comigo,
Sem ti apenas consigo fugir.
 
O amor existe?

Um pobre coitado

 
 Um pobre coitado
 
Os braços caiem,
A retina desfoca
E o corpo cede...

O fim aguarda
O mal afortunado
Coração que,
Desesperado remeche
Na ondulação do teu corpo.

Que, mesmo ofegante preside
Na letra da tua canção.

Um pobre coitado
Que sofre por não estares.
Um homem que morre
Se não o beijares...
 
 Um pobre coitado

O que é viver?

 
O que é viver?
 
Estou dividido, afinal o que é viver? Encarar de frente uma vida carregada de corrupção, ódio e desespero? Nessa vida existe felicidade? Que coisa... Chega!
Quero saber de verdade o que é viver, o que é a felicidade... Tudo o que sei é que o meu outro “EU” ama aquele mundo, ele perde-se em sentimentos e expressões positivas e depressivas, mas com um final. Podendo esse final preencher o vazio do meu lado do coração?
Eu vivo no mundo real! Não numa farsa de mundo aleatório! Mas não posso encarar a felicidade neste mundo, a vida é monótona demais. Não chega nem a metade daquele mundo coberto de magia e fantasia, um muno de felicidade eterna em que o meu outro “EU” proclama em alto e bom som, quebrando o espaço tempo e refletindo-se o som nas diferentes dimensões:
- Este é o meu mundo!
 
O que é viver?

Porque a poesia ama?

 
Porque a poesia ama?
 
Porque a poesia ama?

A poesia não escolhe quem é poeta
A poesia não ama o poeta,
O poeta é que ama o infortúnio
Do saber escrever...

A poesia não sente o poeta,
O poeta é que se faz sentir
Em letras e linhas desordenadas.

A poesia não sabe
O significado do que contem,
O poeta é que decifra em cores
Um universo descolorido.

A poesia não ama o poeta,
O poeta é que ama poesia.
 
Porque a poesia ama?

Como máquinas

 
Como máquinas
 
Como máquinas,
Abrimos escotilhas,
Miramos e atiramos,
Matamos!

Para quê maquinas?
Para quê matar?

Sem dó,
Atiramos numa criança
Como quem estripa
Uma cascavel.

Fechando os olhos,
Calculamos o desespero
Daquele pobre defunto.

Como máquinas,
Sem dó,
Sem alma,
Sem coração...
 
Como máquinas

Álbum

 
Álbum
 
Abri o álbum,
Chorei de vontade,
Já mais pensara passar
Por tal vasta necessidade.

Lembranças indesejadas
Percorreram-me o corpo.
Sem nada poder fazer,
Uma tão grande mágoa
Se debateu perante mim.
Tal tristeza não tem fim.

O teu rosto,
O teu corpo,
As tuas emoções,
Tudo perdido injustamente.
Um só pensamento te controlou,
Mesmo que caísses em agonia,
O que fizeste por mim,
Mais ninguém o faria.

O teu sorriso,
Tenho saudades,
Já mais te poderei ver,
Queria sentir o mesmo que tu.
Queria morrer ao teu lado.
Queria parar de sofrer.
Queria que estivesses comigo,
Com o teu amado.

Porquê, porquê o fizeste?
Abandonaste-me sem avisar.
Partiste sem me contar.
Era tão necessário assim?
Sou egoísta, sim.
Eu quero-te apenas para mim.

Volta, abraça-me.
Não suporto mais.
Aguentar tal dor,
Estar sozinho...
Pecados fatais.
Gritar o teu nome
Mas sem escutar a tua voz mais.
Somos fracos, no fim somos meros mortais.

Quanto mais folheio
Mais triste me encontro.
Os teus retratos, esbeltos,
O teu rosto...

Um dia talvez,
Ouça a tua voz.
Recuperarei o tempo perdido,
Dirte-ei que te amo.
 
Álbum

Lembras-te?

 
Lembras-te?
 
Lembras-te dos toques,
Dos beliscões de amor,
Das falas, das sensações...
Do que fazia-mos?

Lembras-te de quando deciframos
a nossa inocência?

Lembras-te das nossas discussões?
Do mundo que te mostrei,
Do que passamos,
Do que te dizia?

Lembras-te de... "Mim"?
 
Lembras-te?

Demarcado Pela Tristeza

 
Demarcado Pela Tristeza
 
Estou tremulo,
Quase despedaçado...
Demarcado pela tristeza
E consternação
Do teu insensato olhar.

Envolto de um drama,
De folhas rasgadas,
Cuja capa decalcada fora
Pela ignorância do ser.

Um "Eu" destinado a sofrer,
A crer em ti.
A sacrificar-se pelas
Almas modestas
A quem o fim atentas.

Mas que por ti
Mata!
Por ti carrega
O peso das vidas...

Como uma melodia,
Vibrando e executando-se
Pela acústica do seu mestre.
 
Demarcado Pela Tristeza

Palavras duras e deformadas

 
Palavras duras e deformadas
 
Palavras duras e deformadas
Me deste a conhecer.
Dói "Morrer".
De que falas afinal?

Momentaneamente presides
Mágoas passadas.
Dás-me a conhecer
Adjetivos pesados...

Que esperas de mim?

E eu, que mesmo espesenhado
Percorro o leito do teu olhar,
Navegando nos teus mais profundos medos
E sonhando acordar.

Soltar-me destes alicerces
Que nos separam,
Quero a resposta!
Não posso partir sem saber
O que em toda esta vida
Me fez sofrer.
 
Palavras duras e deformadas

Sentimento

 
Sentimento
 
Fui humilhado,
Fui gozado,
Fui maltratado,
Mas de que adiantou?

Volto hoje
De sorriso no rosto
O medo que perseguia, hoje foge
E eu, sou o oposto ?

Não, de nada adiantou,
Voltei com os mesmos sentimentos.
Admito, amo esta sensação,
Abandonei o sofrimento

Sou romântico, sim.
Gosto de o ser
Não tenho nada a perder...
Este sentimento, para mim, não tem fim.

Sempre amarei.
Custe o que custar
Certamente vencerei
Pela eternidade te adorarei.

Sem vergonha do sentimento,
Corei-me deste sangramento
Darte-ei o teu devido valor
Vou proteger-te, amor.
 
Sentimento

Morte destinada

 
Morte destinada
 
Espada em punho,
Coração magoado,
Rosto semimorto,
Sem nada almejado.

Não consigo,
Não tenho coragem,
És importante.
Morrer para matar-te?
Lamina sedente de sangue,
Mas eu, Não quero.
És a minha tão querida amante.
Melhor que a espada, desejo almejar-te.

Quero-te apenas,
Mais nada importa.
Desejo-te.
-Cai, Cai de uma vez.
Porque é que ainda a empunho?
Espada maldita o que ela te fez?

Amor...
Por ti,
Quando te amei num unico olhar,
E agora destinado a te matar.

Não o farei.
Adeus...
-Sempre, Sempre te amarei!

Fio amaldiçoado,
Corta de uma vez.
Porquê, numa ultima vista,
Assisto ao decair de um rosto molhado.

Quase sem falar.
Pouco pronuncio,
Mas, mas tem de ser.
- Corre, corre sem olhar para traz.
A morte aproxima-se.
Já quase não vejo.
Mesmo assim, mesmo quando morrer,
Prometo amar-te.
 
Morte destinada

O nosso mundo

 
O nosso mundo
 
Um novo mundo,
Uma nova oportunidade,
De mudar?
De voltar?

Jamais senti tamanha tristeza...
Não por um inicio cruel,
Não por um desenvolvimento mortal,
Mas sim por um fim desigual!

Perante esta lua fria e majestosa
Derramo a água do juramento
Entre as folhas de um velho carvalho.

Mas não, não desisti!
Não cancelei os votos
Perdidos entre as páginas deste mundo,
Não!

Mundo virtual, humano ou imortal,
De que interessa quando
Podemos criar o nosso?

Sim, encontrei-te numa vida
Conquistei-te num mundo,
Perdi-te num outro,
Sofri, chorei e temi na terra,
E, por fim alcancei-te...
Com asas, com vida,
Com imortalidade, com amor...
No nosso próprio mundo!

O mundo do "FIM"!
 
O nosso mundo

Liberdade

 
Liberdade
 
Qual a sensação de voar
Quando se perdem as asas?

Decrepitamente o homem
Esconde a eminente desigualdade.

Inerente ao corrupto
Que de incrédulo demarca,
Que, de um pássaro
O amor arranca!

Sem dó!
Incinera de corpo em corpo
O que um dia denominamos "Liberdade"
 
Liberdade

O tempo levou de mim

 
O tempo levou de mim
 
O tempo levou de mim
Aquilo que algum dia me deste.
Duro, não?
Saberes que crucifiquei
Aquilo que um dia me prometeste...

Temeroso o destino
E medroso o meu eu,
Medo de agir,
Medo de te possuir,
Porem, medo de te perder...

O pavor da regeição
Impede-me de agir,
E, no entanto,
A ascenção do momento
Demonstra o teu partir.
 
O tempo levou de mim

Lágrimas carentes

 
Lágrimas carentes
 
Entre ciclos de melancolia
E atos ilícitos,
Prescrevo a solidão
Em rostos explícitos.

Percorro trilhos incessantes,
Que, perante dispersos amantes,
Se partem em lágrimas
carentes e sufocantes.

Lágrimas essas,
Que prematuras eclodem
Em brotos de dor.
E, em si detêm,
As teses do amor.
 
Lágrimas carentes

Amor Cruel

 
Amor Cruel
 
Amor impuro, desumano e cruel,
Eterno amante,
Latente e flamejante,
Espírito duradouro,
Desalmado e insaciável.

Trespassa-me,
Sem dó nem piedade,
Amor extingue-me,
Remata a insaciedade.

Proibidos de amar,
Cruel destino,
Sem nada restar,
O fim espera
Não podendo escapar.

Amar e morrer,
Triste final.
Sem nada fazer,
Impotente do saber,
Culpado de tanta dor.

Um amor humilhado, crucificado,
Criticado e suprimido,
Um sonho sofrido
Incapaz de ver a luz.

Terá fim este ciclo?
De tortura e insanidade,
Amor fraternal,
Proibido até a eternidade?

Gémeos
Eternos amantes
Passado tortuoso
Futuro malicioso.

Sem cortesia ao saber,
Julgados por amar,
A dura verdade terão que aceitar
Quem mais sofre com este amor?

Quem sabe a historia,
Ou quem a vive de facto?
Lutar contra os sentimentos
Afugentamo-nos de tal acto.

Falar e viver,
Qual o verdadeiro saber?
Uma só oportunidade
Afugentará tal maldade.

Sem dó,
Eternos pecadores
Perdidos de amores
Almejando apenas.

Amar e ser feliz,
Acabar com o preconceito,
Curar a cicatriz
No interior do peito.

Na mitologia Japonesa Gêmeos falsos ( rapaz e rapariga ) têm como um de seus significados “ Eternos amantes “. Significa uns amantes de desejos não realizados no passado e que retornam à vida como irmãos para recuperar o tempo perdido.
 
Amor Cruel

Proposta para Amar!

 
Proposta para Amar!
 
Se me dessem a escolher entre prosseguir a minha vida normal ou viver 5 dias de um amor escaldante e então morrer, mesmo que apenas 5 dias, eu aceitaria.

O Titanic apenas durou 5 dias a navegar, se, como no filme, eu vivenciasse um amor tão forte, caso aceitasse a proposta, então eu não me importaria de morrer. Viveria tal amor.

E Você, aceitaria a proposta?
 
Proposta para Amar!

Amor infecundo

 
Amor infecundo
 
Será que pertenço aqui?
A um mundo infecundo
E desesperado?
Pertenço a uma cara sem rosto?
A um mar sem expressões?

A um amor sem emoções?
Um amor que não sente,
Que não teme,
Que perdeu o brilho faz tempo,
Que chora de dor e sofrimento.
Esperando de alguém o conhecimento
Prematuro da felicidade eterna...
 
Amor infecundo

Caminhos

 
Caminhos
 
Diante o trilho
Decido o meu caminho,
Porem não o meu destino...

Decifro labirintos,
Desafio os caminhos,
E não te consigo encontrar...

O trem não passa
E não me leva para outro mundo,
Enquanto tu sofres
Por não ficar a teu lado...

É este mundo quem decide, e não eu.
 
Caminhos

De rompante

 
De rompante,
O suficiente para mim.
O suficiente para me fazer pagar,
Pagar tal ato que me foi rasgado até o fim.

Arrancado, sofrido, amaldiçoado.
cegamente foi-me roubado algo precioso.
Algo que me deixara completamente enfeitiçado.
Mas que de mim foi roubado, em nada é carinhoso.

Recuperarei esse meu bem,
por ti, por mim, por nós.
Trarei de volta, prometo...
 
De rompante

FS